sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Câncer Bucal: Chances de cura são de 60% se doença for descoberta no início

As chances de cura do câncer bucal, se diagnosticado precocemente, são de 60% em média, e em situações em que a doença é descoberta em estado já adiantado, de 30%. A estimativa, apresentada pelo médico oncologista clínico Eduardo Astil Rizzetto, responsável técnico do Centro Regional de Oncologia da Santa Casa de Sorocaba, derruba o estigma de que câncer significa sentença de morte.

De acordo com o médico, 95% dos tumores malignos encontrados na cavidade oral são do tipo Carcinoma Espino Celular (CEC), que a exemplo de outras neoplasias apresenta o risco de tornar a se manifestar na mesma área, ou em outras parte dos corpo, causando então a chamada metástase. Entretanto, conforme afirma o médico, atualmente os pacientes são amparados por uma medicina moderna, que associada a outros fatores como redução dos fatores de risco, e o diagnóstico precoce, podem sim se curar.


Eduardo Rizzetto explica que a sobrevida do paciente que descobre a doença logo no seu início é de cinco anos. Mas o que significa ter sobrevida? O oncologista clínico especifica que tempo de sobrevida é o período em que o tumor pode ou não voltar, e que daí então o paciente é mesmo classificado como curado.


Numa incidência quatro vezes mais freqüentes nos homens devido sua associação com o tabagismo e o alcoolismo, o câncer de boca também se manifesta, proporcionalmente, vinte vezes mais entre os que bebem e ou fumam. Ou seja, quem leva uma vida mais saudável, corre risco vinte vezes menos em desenvolver a doença. Outro dado apresentado pelo médico é que 90% dos pacientes desse tipo de câncer, independente do sexo, bebem e fumam.


Porém, embora não se comente muito a respeito, mascar tabaco também aumenta as chances de se contrair câncer de boca. E até mesmo uma nova mania, aparentemente inofensiva, oferece um grande risco: o narguilé (uma espécie de cachimbo de água utilizado para fumar). Isso porque a fumaça tem dez vezes mais substâncias tóxicas e cancerígenas que o próprio cigarro.


Como tratar


Embora normalmente o dentista seja o profissional que primeiro sinaliza a possibilidade da existência da doença, o câncer de boca pode se manifestar de várias formas, como por meio de caroço no pescoço, rouquidão persistente, dificuldades em engolir e úlceras na cavidade oral que demoram a cicatrizar.


Todo tratamento de câncer requer apoio de uma equipe multidisciplinar, e o específico de boca envolve o oncologista clínico, o radioterapeuta, cirurgião de cabeça e pescoço, e ainda o acompanhamento de dentista, psicólogo, nutricionista e até fonoaudiólogo.


Mas apesar dessa aparente complexidade sugerida pelo tamanho da equipe médica, Eduardo Rizzetto destaca que não são todos os tratamentos que exigem cirurgia, radioterapia e quimioterapia ao mesmo tempo. Segundo ele, em algumas situações o paciente é submetido apenas a um dos procedimentos.


Porém, para que o tratamento obtenha o sucesso esperado, o oncologista clínico reforça que em primeiro lugar as pessoas devem procurar ajuda médica tão logo perceba alguma modificação no seu corpo. E isso, segundo ele, vale para todos os tipos de neoplasias.


Eduardo Rizzetto destaca também que é preciso acabar com o estigma que cerca a doença, que há algumas décadas não tinha sequer o nome citado pelas pessoas, e afirma que “câncer não é mais uma sentença de morte”. Para ele, “o estigma é o pior inimigo do paciente, que muitas vezes por medo não quer nem saber o diagnóstico e perde a chance de sobreviver”. O oncologista também disse que a resistência em procurar o médico ocorre em todas as faixas etárias, porém, em menor número nas classes mais elevadas, que por conhecimento e informação sabem que quanto mais cedo buscar ajuda, maior será a chance de se curar. Também fazem parte do tratamento a força de vontade do paciente em superar a doença e o apoio da família.
 
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul


Dr. Aníbal Ribeiro
CRO PE 8295
Email: anibalribeiro@live.com
Av. Eng. Domingos Ferreira, 2215, Empresarial Santa Sicilia - Sala 204,Boa Viagem, Recife, CEP 51021-040, PE. Tel: (81)8844-7655 ou (81)9928-4608

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tire suas dúvidas sobre Clareamento Dentário.


O clareamento dentário é uma técnica que se tornou muito popular nos últimos anos devido ao apelo estético por dentes brancos e bem alinhados. O fato que as pessoas desconhecem é que o clareamento é utilizado pelos dentistas há mais de cem anos. Em 1989, foi introduzida a técnica do clareamento caseiro, aquele feito com a moldeira, pelos Drs. Heywood e Heymann, usando o peróxido de carbamida a 10% como agente clareador à noite, em torno de quinze dias, dependendo do tipo de manchas a serem removidas. Essa técnica tornou-se muito popular devido à praticidade e à eficácia. Com o passar do tempo ela sofreu algumas adaptações como o uso de concentrações mais altas dos géis (15%, 16% e 20%) e o uso da moldeira durante o dia.
Atualmente, o clareamento de consultório, que é realizado pelo dentista, é uma alternativa para quem não quer se sujeitar ao uso das moldeiras e quer atingir resultados mais rapidamente, pois as concentrações de peróxido de hidrogênio são mais elevadas, 35% na maioria dos casos. Em geral são feitas duas consultas com três aplicações do gel por quinze minutos, mas isso não é uma regra, podendo ser flexibilizado: por exemplo, o paciente, por apresentar sensibilidade ou por cansaço, pode interromper na segunda aplicação o que, via de regra, acontece. Então fazer mais consultas com menos aplicações do gel é o mais adequado para esse paciente. A utilização de fontes luminosas é rotineira nesse tipo de clareamento, embora, alguns estudos mostrem que não há diferença no resultado final com e sem o seu uso, ainda assim, elas são, sem dúvidas nenhuma, grandes armas de marketing. 

ENTÃO, QUAL TIPO EU DEVO FAZER? 
Converse com o seu dentista e chegue a um plano de tratamento específico e adequado para você. O clareamento de consultório apresenta algumas vantagens, por exemplo, dispensa o uso de moldeiras, o tempo de tratamento é menor, e, em geral, a sensibilidade dentária é menor do que o caseiro, entretanto tem maior custo. Além disso, é possível combinar os dois tipos. Esse procedimento é comumente utilizado para motivar o paciente, pois são feitas uma a duas aplicações no consultório, o que permite um resultado instantâneo, e o tratamento continua com o uso da moldeira em casa. 

COMO FUNCIONA O CLAREAMENTO?
O mecanismo clareador é um processo complexo que é alvo de inúmeros estudos. O clareamento basicamente funciona com uma reação de oxidação dos pigmentos do dente. Ou seja, os peróxidos do gel clareador que têm sua composição H2O2 são instáveis e liberam oxigênio na estrutura dental. Esse oxigênio vai oxidando os pigmentos amarelados, que são compostos, basicamente, por cadeias carbônicas insaturadas, tornando os pigmentos mais claros, que são compostos por cadeias saturadas com grupos hidroxila (OH), até fazer a quebra desses em gás carbônico e água. Um exemplo comum de oxidação é a lenha queimando na lareira. Quando algo é queimado, é rapidamente transformado em gás carbônico, água e calor. A diferença para o clareamento é a velocidade da reação, que é mais lenta e produz substâncias intermediárias mais claras até converter tudo em gás carbônico e água. 

DEVO USAR PASTAS DE DENTE WHITENING DURANTE O CLAREAMENTO PARA ACELERÁ-LO?
Não. As pastas de dente que têm essa expressão whitening (branqueamento) na embalagem não têm o mesmo mecanismo de ação que os clareamentos de consultório e caseiro. Essas pastas contêm partículas abrasivas que removem a camada superficial do esmalte junto com as manchas mais superficiais. Com a remoção contínua de esmalte, devido ao uso prolongado, a dentina, que é a camada abaixo do esmalte e é mais amarelada, fica mais visível, deixando o dente, por conseguinte, mais amarelado. Durante o clareamento o esmalte pode ficar mais frágil contraindicando, ainda mais, o uso dessas pastas. 

RESTAURAÇÕES E CLAREAMENTO
O clareamento é frequentemente combinado com outros procedimentos estéticos restauradores como restaurações de resina, facetas e coroas. O clareamento é sempre oferecido antes, pois é impossível clarear as facetas e as coroas após sua confecção. Um prazo de uma a duas semanas deve ser aguardado após o clareamento antes de começar o tratamento restaurador, pois os agentes clareadores liberam oxigênio no dente o que prejudica as colagens das restaurações, ou seja, elas podem falhar e “cair” com maior facilidadade.
Aguardando esse período para o oxigênio sair do dente, existe também outro ponto positivo que é a estabilização da cor do dente o que permite que as restaurações sejam mais parecidas com ele. Se você tem restaurações nos dentes de trás (posteriores), como os molares, não há necessidade de troca, a não ser que elas não estejam adequadas, ou que você seja muito exigente. Caso tenha restaurações nos dentes da frente, com o clareamento elas destoarão, e você deve mantê-las de uma a duas semanas para então fazer o trabalho definitivo. Entretanto, é possível fazer restaurações provisórias antes deste prazo, mas é recomendado aguardar no mínimo 24 horas após o término do clareamento. Essas são considerações gerais e caberá ao seu dentista tomar a conduta adequada para o seu caso. 

CLAREAMENTO E SENSIBILIDADE DENTÁRIA.
Seu dentista deve lhe orientar e conduzir um tipo de tratamento clareador onde não haja sensibilidade ou , se houver, que seja o mínimo possível. Um profissional bem capacitado, sabe como evitar uma grande sensibilidade com soluções a base de flúor previamente, durante e após o clreamento, cremes dentais especificos para sensibilidade,a laserterapia, etc. É primordial a escolha de um bom profissional para o sucesso de seu tratamento. Lembre-se: dentes brancos, sim; mas com saúde e responsabilidade! 







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Odontologia sem medo

Apesar dos avanços da odontologia introduzem métodos indolores de tratamentos, muitas pessoas ainda têm receio de procurar o dentista. O medo é um velho conhecido desse profissional – e merece ser discutido de modo especial para que não seja um empecilho na hora de cuidar da saúde bucal.

Normalmente, o medo é uma reação diante do desconhecido. No caso da odontologia isso fica bem claro. O dentista atua na boca – que é um local que dificulta o acompanhamento visual do paciente.

O desconhecido começa a entrar em ação, provocando verdadeiras fantasias na mente do paciente: “Este tratamento deve ser complicadíssimo”... “O que será que ele fará com esse instrumento na minha boca?” e espera a dor a cada momento. Trata-se de um sofrimento vão, pois hoje a dor raramente acontece.

O dentista deve explicar, não assustar o paciente. Para complicar esse quadro, o uso de termos técnicos da odontologia sugere que o procedimento seja uma coisa complicadíssima. Imagine só o dentista dizendo que vai fazer uma profilaxia no hemiarco superior esquerdo! Apesar do nome assustador, ele apenas quer dizer que fará uma limpeza nos dentes superiores do lado esquerdo.

Na imaginação do paciente, dominada pelo medo, passariam coisas do tipo: “Ele vai arrancar os meus dentes do lado esquerdo!” Preconceito – o outro vilão da história.

Além do desconhecido, o medo também é provocado por puro preconceito. De fato, antigamente, com poucos recursos, o tratamento odontológico era doloroso. infelizmente, até hoje essa idéia preconcebida persiste – apesar do uso generalizado e eficiente da anestasia, o medo não foi atenuado.

O que você pode fazer: Mesmo que ainda tenhas medo de ir ao dentista, procure fazer com que as novas gerações não passem pelo mesmo problema. Por exemplo: evite comentários sobre experiências desagradáveis de um tratamento; não torça o nariz quando alguém comentar que vai ao dentista.

Prepare as crianças: As crianças especialmente devem ter uma imagem sempre positiva do dentista – pois logo cedo elas devem iniciar os cuidados preventivos. Reforce a importância desse profissional, fazendo com que elas tenham por ele o mesmo respeito e simpatia que têm por seus professores, pelo médico, ... enfim, prepare o terreno para uma amizade muio importante!

Dialogue com o dentista: Crie o hábito de conversar com seu dentista. Antes que ele inicie qualquer trabalho, pergunte o que ele vai fazer, para que serve os instrumentos que ele está utilizando. Você se sentirá bem mais aliviado durante a sessão e acabará se esquecendo do medo de sentir dor. 


Dr. Aníbal Ribeiro
CRO PE 8295
Email: anibalribeiro@live.com
Av. Eng. Domingos Ferreira, 2215, Empresarial Santa Sicilia - Sala 204,Boa Viagem, Recife, CEP 51021-040, PE. Tel: (81)8844-7655 ou (81)9928-4608

Dr. Aníbal Ribeiro na TV Tribuna - Tema: Gengivite

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