quarta-feira, 15 de junho de 2016
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
No período de Carnaval, há um aumento na incidência de doenças bucais.
Os profissionais de Odontologia devem ficar atentos para o aumento dos casos de doenças e infecções da cavidade bucal depois do Carnaval. A mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr, é uma das mais comuns, porque basta o contato direto da mucosa com a saliva contaminada para ocorrer a transmissão. Não é a toa que a mononucleose infecciosa é conhecida como a doença do beijo.
A doença do beijo é caracterizada por mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). Segundo a especialista, outras doenças importantes também podem ser transmitidas pelo beijo, como tuberculose e hepatite.
Outro problema freqüente após o Carnaval são as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) na cavidade bucal. Uma das DSTs de maior incidência após o Carnaval é o condiloma acuminado, conhecido como crista de galo, lesão na esfera genital causada pelo Papilomavirus Humano (HPV). Outras doenças facilmente transmitidas por via oral são a gonorréia e a sífilis.
O abuso de álcool e outras drogas também se reflete na boca. De acordo com a consultora, o efeito solubilizante do álcool aumenta a permeabilidade das células da mucosa aos agentes carcinogênicos. As drogas inalantes (lança-perfume, éter, clorofórmio) podem causar queimaduras na boca, sensibilidade dentinária e maior probabilidade de problema periodontal. No caso da cocaína, a droga pode causar erosão nos colos cervicais dos dentes, maior formação de cálculo, ressecamento da mucosa bucal e descamação gengival.
Durante a preparação acadêmica, o cirurgião-dentista é capacitado para detectar estas e outras doenças na cavidade bucal, realizando um primeiro combate, prestando esclarecimentos e encaminhando o paciente ao profissional adequado em casos mais severos. Além dos cuidados antes e durante o Carnaval, é fundamental não descuidar da saúde bucal. A visita regular ao dentista pode ser decisiva para facilitar o diagnóstico precoce e elevar a eficácia do tratamento.
Fonte: isaude.net
sábado, 23 de janeiro de 2016
É possível realizar tratamento ortodôntico em pacientes diabéticos?
O diabetes é causado pela
falta ou ineficácia de insulina circulante, o hormônio que induz a absorção de
glicose do sangue.
Os três tipos de diabetes são:
Tipo 1 (aproximadamente 5% dos casos): Diabetes do tipo 1 surge quando o sistema imunológico destrói as células pancreáticas que produzem insulina. Usualmente, levando à deficiência completa de insulina.
Tipo 2 (90-95%dos casos): O diabetes do tipo 2 aparece quando determinados tecidos ficam resistentes à insulina. Diabetes tipo 2, ocorrem graus variados de diminuição de secreção e resistência à insulina, sendo esse tipo o mais frequente e relacionado a fatores genéticos e ambientais
Gestacional: No diabetes gestacional, hormônios da gravidez bloqueiam a ação da insulina. Podendo ou não permanecer após o parto.
Os três tipos de diabetes são:
Tipo 1 (aproximadamente 5% dos casos): Diabetes do tipo 1 surge quando o sistema imunológico destrói as células pancreáticas que produzem insulina. Usualmente, levando à deficiência completa de insulina.
Tipo 2 (90-95%dos casos): O diabetes do tipo 2 aparece quando determinados tecidos ficam resistentes à insulina. Diabetes tipo 2, ocorrem graus variados de diminuição de secreção e resistência à insulina, sendo esse tipo o mais frequente e relacionado a fatores genéticos e ambientais
Gestacional: No diabetes gestacional, hormônios da gravidez bloqueiam a ação da insulina. Podendo ou não permanecer após o parto.
Por ser diabético a pessoa
corre um risco maior de ter problemas com os dentes?
Se os níveis de glicose no sangue não forem bem controlados, o diabético tem maior chance de desenvolver doença gengival avançada e de perder dentes quando comparado a pessoas que não têm diabetes. Como todas as infecções, a doença gengival pode ser um fator que eleva o açúcar do sangue e pode tornar o controle do diabetes mais difícil.
Outros problemas bucais relacionados com diabetes são: candidíase (sapinho – uma infecção causada por um fungo que cresce na boca), boca seca que pode causar aftas, úlceras, infecções e cáries.
Se os níveis de glicose no sangue não forem bem controlados, o diabético tem maior chance de desenvolver doença gengival avançada e de perder dentes quando comparado a pessoas que não têm diabetes. Como todas as infecções, a doença gengival pode ser um fator que eleva o açúcar do sangue e pode tornar o controle do diabetes mais difícil.
Outros problemas bucais relacionados com diabetes são: candidíase (sapinho – uma infecção causada por um fungo que cresce na boca), boca seca que pode causar aftas, úlceras, infecções e cáries.
Devo contar a ele que tenho
diabete?
As pessoas que têm diabetes necessitam de cuidados especiais.
Mantenha seu dentista informado sobre qualquer alteração em seu estado de saúde e sobre os medicamentos que estiver tomando. Exceto em caso de emergência, não se submeta a qualquer procedimento dentário se o açúcar no sangue não estiver bem controlado.
As pessoas que têm diabetes necessitam de cuidados especiais.
Mantenha seu dentista informado sobre qualquer alteração em seu estado de saúde e sobre os medicamentos que estiver tomando. Exceto em caso de emergência, não se submeta a qualquer procedimento dentário se o açúcar no sangue não estiver bem controlado.
Existe uma ligação entre as
doenças gengivais e diabetes?
Clinicamente, pessoas portadoras de diabetes são mais susceptíveis ao desenvolvimento de doenças, tais como cáries e doença periodontal, do que pessoas não acometidas por este mal. As pesquisas sugerem que há uma prevalência aumentada de doenças gengivais (gengivite e periodontite) dentre aqueles com diabetes, somando as doenças gengivais a uma lista de outras complicações associadas com diabetes, tais como doenças cardíacas, acidentes vasculares encefálicos isquêmicos (derrame cerebral) e doenças renais.
Clinicamente, pessoas portadoras de diabetes são mais susceptíveis ao desenvolvimento de doenças, tais como cáries e doença periodontal, do que pessoas não acometidas por este mal. As pesquisas sugerem que há uma prevalência aumentada de doenças gengivais (gengivite e periodontite) dentre aqueles com diabetes, somando as doenças gengivais a uma lista de outras complicações associadas com diabetes, tais como doenças cardíacas, acidentes vasculares encefálicos isquêmicos (derrame cerebral) e doenças renais.
Além disso, Pacientes
diabéticos são mais propensos a ter doença periodontal. A doença de gengiva
pode também dificultar, para os diabéticos, o controle dos níveis de açúcar no
sangue. Embora mais pesquisas sejam necessárias sobre a relação entre doença
periodontal e diabetes, muito estudos já têm sugerido que a doença periodontal
severa pode aumentar os níveis de açúcar no sangue, colocando diabéticos em
risco e aumentado as complicações dessa doença. Diabetes não é apenas um fator
de risco para a doença periodontal, a doença periodontal em si pode agravar a
diabetes.
Algumas evidências sugerem
que as bactérias que causam a doença periodontal podem entrar na corrente
sanguínea, ativando citocinas (fatores prejudiciais do sistema imunológico),
que, em seguida, destroem as células do pâncreas, responsáveis pela produção de
insulina. Outras pesquisas indicam que o tratamento da doença periodontal pode
reduzir a necessidade de insulina e melhorar o controle do açúcar no sangue.
Como evitar problemas
dentários associados ao diabetes?
Em primeiro lugar, o mais importante é controlar o nível de glicose no sangue.
Em seguida, cuide bem dos dentes e gengiva e faça exames minuciosos a cada seis meses. Manter, diariamente, uma boa higiene oral utilizando-se de uma boa escovação e fazendo uso de fio, ou fita, dental. Se necessário utilizar enxaguatórios bucais. Mesmo com a limpeza diária, fazer uma limpeza profissional pelo menos duas vezes ao ano.
O tratamento periodontal preventivo deveria ser enfatizado. Caso a doença periodontal se desenvolva, tratamento não cirúrgico e terapia com tetraciclina são recomendados. A tetraciclina age tanto como antibiótico como inibidor de perda óssea, promovendo dupla ação contra a doença periodontal. Procedimentos cirúrgicos devem ser evitados na medida do possível, pois pacientes diabéticos têm lenta cicatrização, a cirurgia pode requerer alteração dos medicamentos habituais, e porque o paciente pode ter dificuldade em manter uma dieta normal, que é essencial para evitar hipoglicemia
Para controlar as infecções por fungo, controle bem seu diabetes, procure não fumar e, se usar dentadura, remova-a e limpe-a diariamente.
O controle adequado da glicose do sangue também ajuda a evitar ou aliviar a boca seca causada pelo diabetes.
Em primeiro lugar, o mais importante é controlar o nível de glicose no sangue.
Em seguida, cuide bem dos dentes e gengiva e faça exames minuciosos a cada seis meses. Manter, diariamente, uma boa higiene oral utilizando-se de uma boa escovação e fazendo uso de fio, ou fita, dental. Se necessário utilizar enxaguatórios bucais. Mesmo com a limpeza diária, fazer uma limpeza profissional pelo menos duas vezes ao ano.
O tratamento periodontal preventivo deveria ser enfatizado. Caso a doença periodontal se desenvolva, tratamento não cirúrgico e terapia com tetraciclina são recomendados. A tetraciclina age tanto como antibiótico como inibidor de perda óssea, promovendo dupla ação contra a doença periodontal. Procedimentos cirúrgicos devem ser evitados na medida do possível, pois pacientes diabéticos têm lenta cicatrização, a cirurgia pode requerer alteração dos medicamentos habituais, e porque o paciente pode ter dificuldade em manter uma dieta normal, que é essencial para evitar hipoglicemia
Para controlar as infecções por fungo, controle bem seu diabetes, procure não fumar e, se usar dentadura, remova-a e limpe-a diariamente.
O controle adequado da glicose do sangue também ajuda a evitar ou aliviar a boca seca causada pelo diabetes.
É possível realizar tratamento ortodôntico em pacientes diabéticos?
Há quase que unanimidade na literatura
científica, onde estudos relataram não haver contraindicação ao tratamento
ortodôntico em pacientes diabéticos desde que a doença estivesse controlada e
apresentaram contraindicação ao tratamento em pacientes sem controle da
doença.
Fonte:
– Portal Diabetes
– American Diabetes Association. Total Prevalence of Diabetes and Pre-Diabetes. Available at http://www.diabetes.org/diabetes-statistics/ prevalence.jsp. Accessed February 29, 2008.
– Colgate – PREV. NEWS
– Manifestações bucais em pacientes portadores de Diabetes Mellitus: uma revisão sistemática – Rev Odontol UNESP. 2013 May-June; 42(3): 211-220 – Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva, Faculdade de Odontologia, USP – Universidade de São Paulo, Bauru – SP, Brasil
– Portal Diabetes
– American Diabetes Association. Total Prevalence of Diabetes and Pre-Diabetes. Available at http://www.diabetes.org/diabetes-statistics/ prevalence.jsp. Accessed February 29, 2008.
– Colgate – PREV. NEWS
– Manifestações bucais em pacientes portadores de Diabetes Mellitus: uma revisão sistemática – Rev Odontol UNESP. 2013 May-June; 42(3): 211-220 – Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva, Faculdade de Odontologia, USP – Universidade de São Paulo, Bauru – SP, Brasil
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Orientações ao pais sobre cuidados com a saúde bucal dos bebês e das crianças.
1) Quando deve ser a primeira visita ao odontopediatra?
Ao nascimento, na maternidade o recém-nascido deve receber o exame da sua
boca pela equipe hospitalar, e logo que possível pelo odontopediatra no consultório.
Ao aparecer o primeiro dente de leite ou até o primeiro aniversário de vida, o bebê deve
visitar preventivamente o odontopediatra, sendo que as visitas seguintes serão
agendadas de acordo com a necessidade de cada bebê.
2) Porque a escolha de um odontopediatra e não o dentista da família?
O odontopediatra é o profissional preparado para cuidar de crianças desde
cedo, com conhecimento técnico e abordagem psicológica adequada ao atendimento de
bebês, crianças e adolescentes.
3) Qual a finalidade desta visita ao odontopediatra tão cedo?
É educar e promover a saúde oral da criança. Com o acompanhamento
odontológico desde o primeiro ano de vida, o profissional poderá iniciar o
acompanhamento da erupção dos dentes e do crescimento e desenvolvimento das
arcadas. Assim, poderá prevenir:
erosão dental: desgaste acentuado do dente;
cárie dental: doença no dente;
doença periodontal: na fase incial (gengivite) com a doença na gengiva, e na
fase mais severa (periodontite) com doença nos outros tecidos que suportam os
dentes;
oclusopatias: alteração no encaixe dos dentes e/ou arcadas;
traumatismos orais: quedas e batidas na boca.
Com as visitas regulares cria-se um vínculo de confiança entre a
família, o profissional e a criança, tão importante para o sucesso das ações
odontológicas preventivas.
4) O aleitamento materno é importante para a saúde oral?
Sim. O leite materno é o alimento completo que contém todas as substâncias
necessárias ao desenvolvimento do bebê, porque favorece o crescimento, protege
contra a maioria das infecções e fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho. Além
disso, amamentar estimula o correto crescimento e desenvolvimento orofacial,
contribuindo para a evolução natural da sucção, deglutição, respiração, mastigação e
fala.
5) Devo começar a limpar a boca antes de aparecerem os dentes de leite?
No bebê com exclusivo aleitamento materno e sem a presença de dentes não é
necessário fazer a limpeza, porque o leite materno protege toda a cavidade oral.
6) Quando deve aparecer o primeiro dente de leite na boca?
O surgimento dos dentes de leite normalmente inicia entre o sexto e oitavo mês
de vida, mas alguns bebês podem adiantar ou atrasar a erupção de forma fisiológica.
Alguns bebês podem já nascer com dente, ou mesmo surgir dentes nos primeiros
vinte e oito dias de vida. São os chamados dentes natais e neonatais, respectivamente.
Nestes casos, o exame e a radiografia odontológica são fundamentais para a avaliação
da manutenção ou remoção do dente. Os vinte dentes de leite devem estar presentes
na boca até por volta dos 2 anos de idade.
7) Quando devo começar a higiene oral do bebê?
A higiene oral deve começar com o aparecimento do primeiro dente de leite.
8) Como devo fazer a higiene oral?
A limpeza dos dentes, gengiva e da língua deve ser feita seguindo as orientações
do odontopediatra, sempre com os movimentos da escova de maneira delicada e
sem pressa. Atenção na hora de escolher a escova infantil. O tamanho da cabeça da
escova deve ser proporcional a boca do bebê (ou criança,) e com as cerdas extramacias
ou macias.
9) Qual a pasta de dentes que devo utilizar?
A presença de flúor na saliva é muito importante para a prevenção da cárie
dentária. Por isso, a recomendação do Ministério da Saúde (Guia de Recomendações
para o Uso de Fluoretos no Brasil, 2009) é do uso de pequena quantidade de pasta de
dentes infantil fluoretada, com concentração de flúor em torno de 1100 PPM.
Como medida de segurança, a Associação Brasileira de Odontopediatria (Manual
de Referência, 2013), recomenda o uso de pastas de dentes em bebês e crianças, que
não sabem cuspir, na quantidade equivalente a um grão de arroz (0,1g); e, nos que
sabem cuspir a quantidade equivalente a um grão de ervilha (0,3g).
Veja foto abaixo.
Escova rosa: bebês e crianças que não sabem cuspir: grão de arroz (0,1g)
Escova azul: crianças que sabem cuspir: grão de ervilha (0,3g)
Caso a criança faça a escovação apenas como motivação antes ou após a realizada pelos
pais, não deve-se usar a pasta de dentes, para que não haja uma dose maior da
quantidade de segurança recomendada pela ABO (acima). Pasta de dentes não é
comida, mas um produto de higiene pessoal. Logo, os adultos devem se responsabilizar
pela quantidade a ser colocada na escova e ensinar a criança a cuspir desde a infância.
10) Precisa usar o fio dental?
A maioria dos bebês e crianças possui os dentes de leite bem separados. Porém,
quando os dentes forem muito juntos deve-se usar o fio dental para realizar a limpeza
adequadamente, já que neste local as cerdas da escova não conseguem alcançar.
11) Quando devemos fazer a higiene oral dos bebês e crianças?
A higiene oral com pasta de dentes fluoretada nos bebês e crianças deve ser
realizada duas vezes aos: após o café da manhã e na última refeição antes de dormir a
noite.
12)A criança pode escovar seus dentes sozinha?
Até os seis anos de idade recomenda-se que a higiene oral seja realizada pelo
responsável. A partir desta idade, a criança pode (fazer) escovar sozinha, porém sempre
com a supervisão de um adulto.
Lembre-se que as crianças devem permanecer no banheiro sempre com a
presença de um adulto afim de evitar alguns acidentes como quedas e afogamentos, ou
ainda a ingestão de produtos em excesso como pasta de dentes e/ou líquidos para
bochechos.
Por Dóris Rocha Ruiz
Coordenadora para assuntos de orientação aos pais.
Fonte: http://abodontopediatria.org.br/orientacoes_aos_pais_sobre_cuidados_com_a_saude_bucal_do_bebe_e_da_criancas.pdf
Agendamentos disponíveis para o mês de fevereiro através do telefone (81) 3088-8482.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Dicas para não "quebrar"meu aparelho ortodôntico.
Seja um paciente exemplar de ortodontia!
A "quebra" do aparelho ortodôntico pode ser caracterizada com os braquetes e bandas soltas e tambem com os fios amassados. Uma sensação de "alguma coisa está solta" no aparelho poderá ser sentida pelo paciente. Essa sensação, pode ser um indício de que alguma coisa está errada com seu aparelho.
Alimente-se com mais calma e lentamente durante as refeições. A pressa em se alimentar induz a exercer forças mastigatórias excessivas e consequentemente quebrar o aparelho;
Esse cuidado também deverá ser tomado ao escovar os dentes. Quando escovamos com pressa, é comum exercer forças excessivas e com isso quebras alguns acessórios;
Cortar os alimentos em pedaços menores com a faca e depois coloca-los na boca poderá ajudar na hora da mastigação. Evite pedaços maiores de alimentos como a carne por exemplo. Mastigue pedaços menores.
Evite alimentos duros como por exemplo balas e chicletes;
Alguns alimentos duros são ricas fontes nutritivas e não podem deixar de ser consumidas, mas devemos tomar muito cuidado ao mastigá-las com força. São exemplos de alguns deles: castanhas, nozes, amendoins, etc. . . . masigue-os lentamente ou triture e misture com outros alimentos;
Outros habtos alimentares danosos ao aparelho, gengiva e dentes por exemplo são aqueles a exemplo de morder osso de galinha, morder a pata de caranguejo, dentre outros.
Alguns hábtos de levar objetos a boca podem danificar o aparelho como por exemplo, morder gelo, tampa de caneta, etc. Lembre-se que eles não fazem só mal ao seu aparelho e dentes.
Lembre-se sempre de cuidar bem do seu aparelho, pois isso é muito importante para o sucesso do seu tratamento!
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Nível de vitamina D durante a gravidez pode afetar saúde dentária de crianças, diz estudo.
Níveis baixos de vitamina D em grávidas podem levar ao aumento de cáries nas crianças e à má formação dentária.
Um estudo recente realizado na University of Manitoba, em Winnipeg, no Canadá, publicado pelo periódico Pediatrics, a revista oficial da Academia Americana de Pediatria, mostrou que níveis baixos de vitamina D em grávidas podem levar ao aumento de cáries nas crianças e à má formação dentária.
Foram estudados os níveis de vitamina D de 200 mulheres grávidas durante o segundo e terceiro trimestre da gravidez. Depois do nascimento, 133 mães levaram os seus filhos para um exame geral de dentição e verificou-se que as mães cujos filhos tinham cáries, tinham níveis significativamente mais baixos de vitamina D durante a gravidez.
Os investigadores encontraram uma relação inversa entre os níveis maternos de vitamina D e número de dentes cariados em crianças, ou seja, níveis mais baixos de vitamina D durante a gravidez estavam relacionados com um maior número de dentes cariados em crianças.
Confira o artigo original na íntegra, em inglês através do link: http://pediatrics.aappublications.org/content/early/2014/04/16/peds.2013-2215.full.pdf+html
Fonte: www.dentalpress.com.br
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
ARTIGO SOBRE PROIBIÇÃO DO AMÁLGAMA DENTÁRIO
Por José Mondelli
A RESPEITO DA PROIBIÇÃO DO AMÁLGAMA DENTÁRIO
Muitas e diferentes ONGs (organizações não governamentais), AIMOT (Academia Internacional de Medicina Oral e Toxicologia), TAP (Programa de Assistência Técnica) entre outras, estão fazendo de tudo para legislar sobre o fim do amálgama como material restaurador odontológico. Além dessas entidades, também pessoas ao redor do mundo têm trabalhado incansavelmente para a proibição do uso de mercúrio nas restaurações dentárias. Dentre elas cientistas, docentes, dentistas, médicos, ativistas e advogados, cujos artigos e opiniões contribuem para incentivar a “terceira guerra” contra o amálgama. No nosso meio, estão o Dr. Olimpio Faissol Pinto, Dra. Anita Vasques Tibau, Prof. Alberto Consolaro e Tiago Novaes Pinheiro; já do exterior o Drs. Mats Hanson, Lars Friberg, Boyd Haley, Mats Berlim, Fritz Lorscheider, Vasken Aposhian, Murray Vimy, David Kennedy, Sam Ziff, Mike Ziff, Mark Geier, David Geier, Leo Cashman e outros profissionais
.
A análise mesmo que superficial dos argumentos apresentados parecem pouco louváveis. Por exemplo, eles discutem o número de miligramas de mercúrio que pode evaporar da superfície oclusal de um amálgama durante a função. Eles também discutem elevações concomitantes de mercúrio no sangue e urina quando amálgamas são inseridos e a subseqüente redução desse nível quando os amálgamas são removidos. Mas depois de ler muito esses documentos e manuscritos sobre o perigo potencial do amalgama, concluí que nenhuma pesquisa de boa fé autêntica e científica foi publicada e que demonstre qualquer relação válida entre amálgama na cavidade oral e qualquer doença sistêmica.
No entanto, mesmo com o seu contexto histórico, o amálgama, infelizmente se tornou mais uma vítima do ensino arcaico, da subvalorização e da odontologia estética do que uma vítima da ciência.
O advento de um material estético de aplicação rápida maculou a imagem do amálgama, mas é errado dizer que esse material não deve mais ser usado simplesmente pela sua coloração prata, escura ou mesmo para atender as solicitações populares por restaurações livres de metal, porque na verdade ele garante excelente performance em manter a integridade ocluso-funcional , marginal ou interfacial.
O dentista deve sempre lembrar que existem três formas de mercúrio: inorgânico, orgânico e elementar. O mercúrio existente no amálgama é o inorgânico (ou metálico), portanto, mal absorvido pelo intestino e, quando eventualmente absorvido, a maior parte tende a permanecer neste estado até sua excreção pela urina. Estes compostos são totalmente diferentes do mercúrio orgânico, que é altamente tóxico, presente em peixes e mariscos de água contaminada e em alguns pesticidas e herbicidas. Ele é rapidamente absorvido pelo organismo. Já o mercúrio elementar resulta da inalação de vapores (acidente de trabalho). Ovapor de mercúrio é absorvido e oxidado completamente à sua forma inorgânica.
O mercúrio pode penetrar no organismo na forma elementar, inorgânica ou orgânica. A forma elementar possui uma alta pressão de vapor, sendo classificada como um contaminante industrial e não de ambiente. A sua principal via de absorção é o trato respiratório. O mercúrio inorgânico é a forma oxidada do mercúrio elementar, sendo muito pouco absorvido por animais ou plantas. Já o mercúrio orgânico é considerado um contaminante de ambiente e poluente, sendo 95% absorvidos pelo trato gastrointestinal.
1-O organismo não é capaz de transformar grandes quantidades de mercúrio inorgânico do amálgama em orgânico, que é tóxico. A quantidade de mercúrio que o organismo absorve proveniente do amálgama é muito pequena se comparada à absorvida dos alimentos (1-AMERICAN DENTAL ASSOCIATION. Council on Scientific Affairs. Dental amalgam: update on safety concerns. J Am Dent Assoc, Chicago, v. 129, n. 4, p. 494-503, Apr. 1998. Disponível em: .
2 - FDA – Food and Drug Administration. Center for Devices and and Radiological Health. Class II special controls guidance document: dental amalgam, mercury, and amalgam alloy - guidance for Industry and FDA staff. Silver Spring: FDA, 2011. Disponível em .)
A US Food and Drug Administration chegaram a uma conclusão semelhante em 2009 e, provavelmente, emitiram o melhor relatório das evidências em relação à segurança do amalgama dentario (ver http:www.fda.govcdrM consumeramalgams).
É sempre importante informar ,por meio deste jornal do CROPE, à classe odontológica e as autoridades que nos representam (CFO, CROs, ABO, APCD,ABCD,ABENO, GBPD,GBMD) a declaração de princípios da Federação Dentária Internacional (FDI) e a declaração de consenso da Organização Mundial de Saúde(OMS) aprovada pela assembleia geral da FDI realizada em Seú,Koreia, em setembro de 1997, e aceita pela American Dental Association - ADA, conforme os links abaixo. Peço a todos colegas de Pernambuco que estão lendo este artigo que transmitam às pessoas interessadas , autoridades conhecidas e compartilhem essas importantes informações.
Eu, por um lado, acredito que o amálgama estará disponível para os dentistas por muitos anos . Pense nisso. Se o amálgama for eliminado como material restaurador, em todo e qualquer momento a profissão experimentará problemas muito graves. Cito por exemplo os pacientes com necessidades especiais (estimada em 10% da população), onde o amalgama é o único material restaurador viável para as condições e dificuldades bucais e gerais inerentes desses pacientes. Quem se responsibilizará pela não restauração dos seus dentes com lesões cariosas de rápida progressão e suas advindas consequências(sofrem tremendamente com dores dentinarias e/ou pulpares e até abcessos dento-alveolares) desde que os sistemas resinosos ou ionomericos exigem isolamento obrigatório do campo operatório , o que é inviável para esses pacientes. O amalgama por sua vez pode ser inserido e condensado num “poço de saliva e/ou sangue” que ele se retem.
Prontamente admitido ou não, o amálgama serviu e tem servido as necessidades dentarias do população de forma excepcional por muitos anos por causa de sua natureza indulgente. Apesar de um bom número de dentistas neste país ser totalmente capaz de usar a resina composta como um substituto para o amálgama, o número está muito longe dos 100 %. Se não acredita neste fato, é só consultar aqueles que exercem a especialidade endodôntica, que veem o uso indevido das resinas compostas resultar em um aumento nas necessidades dos serviços endodônticos. Até que esse grupo de dentistas alcance competência para usar a resina composta , o número de substituições associadas a cárie secundaria, sem dúvida, continuará a ocorrer num ritmo alarmante. Considerando que o dique de borracha é recomendado para a inserção ou condensação do amálgama, na verdade o seu uso atualmente é obrigatório para a resina composta; todavia, muitos dentistas não utilizam o dique de borracha, qualquer que seja o material que está sendo inserido, colocado ,condensado ou cimentado.
Assim, apesar de todas as suas falhas e deficiências perceptiveis, nosso velho amigo amálgama estará bem conosco ainda por muito tempo desde que gerenciarmos responsavelmente sua utilização e eliminação.
Concluindo, não se pode deixar, em nome da modernidade, que palavras e até estudos longe das evidências científicas, mas perto dos interesses mercadológicos, ongs ou entidades politicas, deem o veredito final acerca de um material sem que entidades internacionais como a ADA ,FDA , FDI , orgãos oficiais de nosso país como o CFO e CROs, associações responsáveis como a ABO e ABCD e entidades cientificas e academicas coma a ABENO, GBMD , GBPD , responsáveis pela qualificação e ensino dos produtos odontológicos, demostrem de fato o que deve ser usado e ensinado e o que deve ser descartado. Até então, com a necessária prudência e dentro dos conhecimentos e estudos pertinentes, podemos prosseguir na utilização do amálgama dentário, sem o receio que tem se tentado disseminar sobre um possível efeito danoso de um de seus componentes.
*Jose Mondelli
Professor Senior do Departamento de Dentistica , Endodontia e Materiais Odontologicos da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de S.Paulo.
Pesquisador Senior do CNPq;
http://lattes.cnpq.br/4350289460889336
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Paciente Limítrofe: compensação vs cirurgia
Uma
indicação para cirurgia, obviamente, é um problema bastante grave para ser
resolvido somente pelo tratamento ortodôntico convencional. É possível, atualmente,
ter uma abordagem quantitativa a respeito dos limites do tratamento
ortodôntico, no contexto da obtenção de uma oclusão normal.
Como
mostram os “envelopes da discrepância” (Fig.1), os limites variam tanto pelo
movimento dentário que seria necessário, como pela idade do paciente, ou seja,
os dentes podem ser movidos mais em algumas direções que outros; e os limites
do movimento dentário mudam pouco ou quase nada com a idade, porém, as
modificações do crescimento são possíveis quando está acontecendo crescimento
ativo.
Fig.
1 – Com a posição ideal dos incisivos superiores e inferiores mostrada nos
eixos x e y, o envelope da discrepância mostra a quantidade de mudança que
poderia ser produzida pelo movimento ortodôntico apenas do dente (envelope
inferior de cada diagrama); o movimento ortodôntico dentário combinado com a
modificação do crescimento (o envelope médio); e cirurgia ortognática (envelope
externo). Note que as possibilidades para cada tratamento não são simétricas
com respeito aos planos de espaço. Há mais potencial para retruir do que para
inclinar dentes, e mais potencial para extrusão do que para intrusão. Como o
crescimento da maxila não pode ser modificado independentemente da mandíbula, o
envelope de modificação do crescimento para os dois maxilares é o mesmo. A
cirurgia de recuo mandibular tem mais potencial do que a cirurgia para avança-la.
Deve-se
ter em mente que o envelope da discrepância esboça os limites do tecido duro em
direção à oclusão ideal. Limitações do tecido mole não são refletidas no
envelope da discrepância, e frequentemente são um fator maior na decisão para o
tratamento ortodôntico convencional ou orto-ciruúrgico.
A
decisão pela compensação ou cirurgia, na maioria das vezes, deve ser feita
antes do início do tratamento, pois o tratamento ortodôntico preparatório para
cirurgia geralmente é o oposto do tratamento compensatório.
A
importância crítica da decisão pela cirurgia ou compensação no início do
tratamento é mais bem ilustrada pela diferença entre as extrações necessárias
entre as duas abordagens. Na compensação, os espaços adquiridos são utilizados
para produzir compensações dentárias, e as extrações são planejadas de acordo
com o objetivo a ser alcançado.
Vamos exemplificar:
Em
um tratamento ortodôntico convencional, um paciente com deficiência mandibular,
e um padrão II esquelético e dentário, pode ter os primeiros pré-molares
superiores extraídos afim de que se permita a retração dos dentes anteriores superiores.
As extrações no arco inferior podem ser evitadas, ou, se necessárias, por
exigência de nivelamento ou alinhamento, os segundos pré-molares podem ser escolhidos
para fornecer o comprimento de arco necessário enquanto se evita a retração dos
dentes anteriores inferiores.
O
padrão das extrações deste mesmo paciente seria bastante diferente se fosse
planejado o avanço mandibular. Em lugar de criar compensação dentária para
deformidade mandibular, o tratamento ortodôntico agora seria planejado para
removê-la. No arco superior, a posição dos incisivos com relação à maxila
geralmente é normal ou retraída; desta forma, a extração do pré-molar superior
seria indesejável. A extração dos pré-molares inferiores, e não superiores,
frequentemente é necessária. Não raramente, na deficiência mandibular, os
incisivos inferiores são projetados com relação ao mento. Então, existem duas possibilidades:
extração no arco inferior para retraí-los e, temporariamente, aumentar a
sobressaliência, de forma que o mento seja trazido mais anteriormente quando a
mandíbula for avançada; ou uma osteotomia da borda inferior para avançar o
mento.
No
caso de um paciente padrão III esquelético, se fosse planejada compensação, as
extrações comuns poderiam ser os primeiros pré-molares inferiores apenas, ou
dos segundos prés superiores e primeiros inferiores. Como “regra geral”, os
problemas de classe III são menos tratáveis com compensação do que os casos de
classe II, porque retrair os incisivos inferiores pode fazer o queixo parecer
ainda mais proeminente, o que é indesejável.
O
preparo cirúrgico neste caso, envolve a extração apenas dos primeiros
pré-molares superiores, de forma que os incisivos superiores possam ser
retraídos, corrigindo suas inclinações axiais, e aumentando a sobressaliência
reversa. Caso haja necessidade de espaço no arco inferior, a extração dos
segundos pré-molares inferiores em vez dos primeiros seria uma escolha lógica
para que os incisivos inferiores não fossem retraídos.
Dessa
forma, é importante para o paciente que poderia ter tratamento de ambas as
formas, entender todas essas considerações para uma melhor tomada de decisão quanto
à compensação ou cirurgia. Além disso, é imperativo ter em mente que um bom
planejamento é imprescindível para o sucesso final.
Fonte: Ortodontia Conteporânea - Prof. William R. Proffit
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
80% das bactérias da boca não estão nos dentes!
Não é todo mundo que consegue escovar os dentes depois das refeições, imagine passar o fio dental? O problema é que 80% das bactérias presentes na boca não estão nos dentes. Elas ficam alojadas nos tecidos moles da boca como a língua, gengiva e bochechas.
E, apesar de você deixar a limpeza entre os dentes para lá de vez em quando, é preciso saber que a região interdental, como é chamada, é a de mais difícil acesso e, por isso, há um maior acúmulo de placa bacteriana, que é o principal causador da cárie e das doenças periodontais.
Assim, é importante remover a placa bacteriana e as bactérias que se alojam nos tecidos moles da boca. Para isso, o mercado oferece produtos específicos, como o fio dental, as escovas interdentais e escovas com cerdas ultrafinas que alcançam esses espaços, além de limpadores de línguas e bochechas.
Marque já uma consulta e saiba como manter em dia sua saúde bucal!
(81) 3088-8482
Fonte: colgate.com.br
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Técnica Edgewise: quem disse que é coisa do passado?
A Ortodontia é resultado de
anos de estudo, pesquisa, experimentos, acertos e erros de clínicos e
pesquisadores que, com seu esforço, idealizaram, criaram, modificaram
artifícios e maneiras de conduzir os dentes a posições mais adequadas
funcionalmente e agradáveis esteticamente. O ponto inicial para a elaboração de
um conceito antigo de se fazer Ortodontia, e que perdura até hoje (um fio retangular
preenchendo total ou parcialmente o interior também retangular de um braquete),
partiu de Edward Hartley Angle por volta de 1925. Desde então, baseadas no
mesmo princípio, modificações foram sendo feitas por outros estudiosos com o
objetivo de sobrepujar as limitações inerentes do sistema.
No panorama atual, o clínico
se depara com diferenciadas filosofias, ou maneiras de abordar o planejamento
do tratamento, com diversas opções mecânicas para a realização de determinados
movimentos dentários, e com uma variada quantidade de modelos de braquetes e de
prescrições para o posicionamento dentário, havendo hoje a possibilidade de se
poder optar por um tipo ou outro de aparelho a ser aplicado no caso, dependendo
das suas necessidades
Como especialidade, a
Ortodontia deve muito a Edward Hartley Angle. Formado em 1878, Angle
dedicou-se, intensamente, ao estudo da movimentação dentária. Ele acreditava
que a Ortodontia deveria ser transformada em especialidade e que ela deveria
ser ensinada em escolas específicas e, naquela época, afirmava ser possível um
profissional viver bem e sustentar sua família apenas praticando a Ortodontia.
Angle era um clínico habilidoso e detentor de uma mente criativa. Criou uma
classificação para as más oclusões baseada no posicionamento mésio-distal dos
primeiros molares superiores e inferiores (classificação esta usada ainda
hoje). Ao anunciar pela primeira vez sua classificação deparou-se com ironias e
desprezos, mas decidiu assumir a tarefa de tornar suas teorias reconhecidas
profissionalmente e passou a ensiná-las em sua própria escola. Dessa maneira,
em 1900, foi fundada em Saint Louis, EUA, a escola Angle de Ortodontia, de onde
saíram grandes nomes da Ortodontia contemporânea, como Tweed, Begg, Steiner.
Nesta mesma época, seu livro “Sistema Angle de normalização e contenção dos
dentes e tratamento das fraturas dos maxilares” era muito procurado e já estava
na sua quinta edição.
Angle seguia uma filosofia
de caráter preservacionista, acreditando que “o melhor equilíbrio, a melhor
harmonia, as melhores proporções na boca nas suas múltiplas relações requeriam
a presença de todos os dentes e que cada dente ocupasse a sua posição normal”,
segundo suas próprias palavras. Angle, dessa maneira, conduzia seus tratamentos
e ensinamentos apoiado numa técnica expansionista, pois ele acreditava que uma
oclusão normal e funcional só seria possível com todos os dentes presentes na
boca. Alguns de seus alunos aprenderam e continuaram praticando a filosofia
expansionista preconizada por seu professor, outros não.
Um de seus alunos, Tweed,
inicialmente com uma prática clínica fiel aos preceitos não extracionistas de
Angle, observou que os resultados obtidos estavam deixando muito a desejar,
sendo que o índice de recidivas no pós-tratamento era muito alto, então, após
alguns anos, decidiu começar a tratar alguns dos seus pacientes desprendendo-se
completamente do compromisso de manter todos os dentes na boca, como pregava seu
mestre.
Angle inventou e patenteou
inúmeros dispositivos para terapia ortodôntica. Em 1890, construiu uma aparelho
ortodôntico que denominou de arco E, para normalizar o arco dentário. O Arco E consistia
de um arco vestibular pesado de expansão unido por soldas a duas bandas
parafusadas nos dois primeiros molares. Ele fazia uso de ancoragem simples e
realizava movimentos de coroa dos dentes. Amarrilhos de latão das coroas até o
arco pesado eram usados para conduzir os dentes até a oclusão. Tal aparelho era
vendido montado em cartões, deste modo, o dentista, por soldagens simples,
instalava-o no paciente. Angle foi muito criticado por isso, principalmente
pelo Dr. Calvin Case, professor e pesquisador da Ortodontia, que acreditava que
os aparelhos deveriam ser feitos pelo ortodontista. Na filosofia Edgewise, os
braquetes não possuem angulações e inclinações predefinidas, e o Ortodontista
deve ser bem treinado para manejar bem o fio ortodôntico, afim de proporcionar
essas medidas de acordo com a necessidade da oclusão do seu paciente.
Andrews
introduziu na Ortodontia a técnica “straight-wire”, também chamada de técnica
do fio reto (T.F.R.). No aparelho “straight-wire”, o bráquete é individualizado
para cada dente, possui ranhuras pré-anguladas que forneceram a inclinação
mesio-distal do dente e na base inclinada o bráquete apresenta o torque ideal
para cada grupo de dentes, possui um formato na base para uma ótima adaptação
no dente, a espessura do aparelho individualizado para cada dente satisfaz a
exigência “in-out”.
Hoje
existem tantas outras prescrições, entretanto, é importante ter em mente que os
preceitos da Técnica de Edgewise nunca deixará de existir, tão pouco de ser
aplicada no dia a dia clínico, visto que, mesmo com todas as medida
pre-inseridas nos braquetes, dificilmente existe alguma finalização de
tratamento ortodôntico sem que haja necessidade de dobras nos fios para
melhorar o chaveamento, proporcionar melhor harmonia oclusal e, finalmente, estabilidade
final. Portanto, a Técnica Edgewise, jamais será “coisa do passado”, mas sim,
instrumento imprescindível para uma finalização com excelência.
Dr. Aníbal
Ribeiro.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Que sinais mostram que seu filho respira pela boca?
Respirar pela boca pode trazer uma série de problemas de saúde, pois o hábito aumenta a chance de infecções da laringe, traquéia e pulmões. Porém, além desses males, os dentes também podem sofrer consequências, assim como o desenvolvimento dos ossos da face.
Existe uma posição correta para que língua e bochecha fiquem, de forma que não exerçam nenhum tipo de força errada sobre os dentes. Ao respirar pela boca, esse equilíbrio é quebrado. Quando permanecemos a maior parte do tempo com a boca aberta, essa posição é modificada e o equilíbrio de forças muda, aplicando-as inadequadamente nos dentes, que acabam mudando de posição.
A respiração bucal é uma síndrome com sinais e sintomas bastante característicos que facilitam a percepção dos pais, como problemas respiratórios, lábios entreabertos e ressecados com gengivas inflamadas, ronco, sono agitado e pesadelos, entre outros. A criança baba durante o sono, tem olheiras e aspecto cansado, podendo ficar hiperativa ou sonolenta durante o dia. Respiração barulhenta, comer rápido, mastigar pouco e beber líquidos para auxiliar na hora de engolir também são sinais.
Quanto antes esses sintomas forem observados e levados a um especialista, mais rápido a criança voltará a ter qualidade de vida. Vale lembrar que ela não precisa apresentar todos os sintomas citados acima para que haja a necessidade de ir ao médico. A percepção de alguns deles já é suficiente para uma consulta.
Prevenção e tratamento rápido são fundamentais
A respiração bucal pode ser causada principalmente por problemas respiratórios como rinite alérgica e hipertrofia das adenóides. As crises respiratórias muitas vezes se acentuam no inverno e outono devido à variação de temperatura. Crianças com processo alérgico devem evitar ambientes que favoreçam proliferação de ácaros e fungos, além de poeira.
E uma vez adquirido o hábito ou a necessidade de se respirar pela boca, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes, do contrário, pode haver estreitamento do maxilar, aumento do crescimento da face, sono irregular, impossibilidade de fechar a boca espontaneamente, infecções respiratórias frequentes, aumento do risco e propensão a doenças de gengiva e cáries, alteração de postura, irritabilidade, etc. Ao menor sinal de uns dos sintomas de respiração bucal, recomendo um tratamento multidisciplinar envolvendo médico, dentista e fonoaudiólogo.
Sinais
-Problemas respiratórios (rinite, bronquite, otite, amigdalite).
-Lábios entreabertos e ressecados com gengivas inflamadas.
-Ronco, sono agitado e pesadelos.
-Baba durante o sono (dorme de boca aberta).
-Olheiras e aspecto cansado.
-Irritabilidade por noites mal dormidas, podendo ficar hiperativo ou sonolento durante o dia.
-Respiração barulhenta.
-Por causa da flacidez na boca e na língua, o processo de mastigação e deglutição também ficam comprometidos.
-Come rápido, mastiga pouco, utiliza líquido para auxiliar na hora de engolir e prefere alimentos pastosos.
-A fala, o sono e a concentração sofrem danos.
Fonte: http://saude.terra.com.br/
quarta-feira, 25 de março de 2015
Cirurgião-Dentista: Contribuição Sindical e Taxas
PERGUNTAS MAIS FREQUENTES SOBRE A OBRIGATORIEDADE DO PAGAMENTO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL
1) O que é a contribuição sindical urbana?
Resposta: É um tributo estabelecido no art. 8º, inciso IV da Constituição Federal de 1988 e também nos artigos 578 a 591 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), de pagamento obrigatório, recolhido uma vez por ano. Tem o seu valor definido no último trimestre de cada ano, e é cobrada no mês de fevereiro do ano seguinte.
2) Quem deve pagar a contribuição sindical?
Resposta: Todos que participam de uma determinada categoria econômica ou profissional ou de uma profissão liberal devem pagar independente de filiação a alguma entidade sindical. O art. 579 da CLT estabelece que a contribuição sindical é devida por todos aqueles que participam de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal.
3) Como é o modelo sindical brasileiro?
Resposta: O modelo sindical é formado pelos sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais que representam os trabalhadores enquanto instituições.
- Os trabalhadores pertencentes a uma categoria profissional são os contribuintes do imposto sindical, classificados como empregados com vínculo empregatício, trabalhadores autônomos, profissionais liberais, independente da forma de contratação, ou seja, se autônomo ou com vínculo empregatício.
- Ministério do Trabalho e Emprego – órgão que estabelece as normas de cobrança da Contribuição Sindical Urbana, observando as disposições e é responsável pela concessão do registro sindical.
4) Como é feita a divisão do valor arrecadado?
Resposta: Sindicato – 60%
Federação – 15%
Confederação – 5%
MTE – 10%
Centrais – 10%
5) Qual o valor da contribuição para 2015?
Resposta: R$ 140,00 reais.
6) Como devo proceder ao pagamento da contribuição sindical?
Resposta: A guia é enviada para cada profissional ou emitida através do site:
http://www.tcsdigital.com.br/sindical/emissao/FEmissaoII.aspx?entidade=7A-F2-76-B5-0E-2C-D7-60&ttipoguia=SINDICAL
É quitada individualmente até o último dia útil do mês de fevereiro na Caixa Econômica Federal, casas lotéricas ou, na ausência destas, em qualquer banco.
Quando pago individualmente, o profissional deve entregar cópia do boleto comprovando o pagamento à sua empresa/órgão público, nos primeiros dias de março, e solicitar que não haja desconto em folha. Isso comprova o pagamento, evita o desconto de um dia de trabalho nos seus proventos e garante o repasse ao sindicato da categoria a que pertence o profissional (SOEPE).
Caso não pague individualmente ou não apresente o comprovante, a empresa / órgão público desconta automaticamente na folha do mês de março e o pagamento será repassado ao sindicato majoritário local e não ao sindicato da categoria a que pertence o profissional (SOEPE).
Se o profissional possuir mais de um vínculo o desconto será, por força de lei (CLT), efetuado em ambos os locais. Para evitar tais cobranças, deve-se recolher para o sindicato da categoria (SOEPE) através do pagamento individual. Lembrando-se de apresentar cópia do pagamento e requerer, junto às empresas /órgãos públicos, o não desconto em folha.
7) Não sou sócio do sindicato. Estou obrigado ao pagamento da contribuição sindical?
Resposta: A Contribuição Sindical (vinculação) é obrigatória, conforme o enquadramento Sindical e a CLT, enquanto que a Contribuição Social (associação) a um determinado Sindicato fica ao livre arbítrio de cada um e traz como ônus o pagamento de mensalidade ou anuidade social fixada em assembleia. Observe que a vinculação, por obrigatória, não se sujeita à vontade do profissional e nem à vontade do Sindicato. Esta vinculação confere legitimidade ao Sindicato ao qual o profissional é filiado como único e legal representante da categoria profissional, para cobrar e dar quitação da Contribuição Sindical. O Sindicato fica autorizado a receber a Contribuição Sindical na condição deferida pelo registro do profissional no Conselho de classe.
8) Sou sócio do sindicato e pago a contribuição social. Estou obrigado ao pagamento da contribuição sindical?
Resposta: Sim, deve-se diferenciar associação de sindicato e contribuição sindical. O pagamento da contribuição sindical, conforme já visto, é aquele devido por todo profissional, independentemente de sua vontade, que esteja no exercício de sua profissão na forma do art. 579 da CLT. A associação é quando o profissional preenche ficha associativa para usufruir de todos os benefícios e convênios que o sindicato dispõe, pagando, para tanto, uma mensalidade ou anuidade diretamente ao sindicato, sendo ato de vontade do profissional.
9) Sou servidor público a quem devo pagar a contribuição sindical?
Resposta: A Lei 8112/90 (Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União) foi omissa quanto à obrigatoriedade ou não do pagamento da contribuição sindical pelo servidor público. Assim, o Ministro do Trabalho e Emprego editou recentemente a Nota Técnica n° 036/2009, afirmando a necessidade de os servidores públicos pagarem a contribuição sindical pelo fato de serem trabalhadores, independentemente do regime jurídico de contratação. O profissional liberal, com registro no conselho de classe, é vinculado à sua categoria profissional, que por sua vez, vincula-se à Confederação Nacional das Profissões Liberais. Tal fato, independentemente da função, atividade ou cargo exercido pelo profissional, inclusive na condição de servidor público. Alguns servidores públicos só atingem determinados cargos se forem graduados em determinada profissão liberal e estejam regularmente inscritos em seus órgãos de classe, o que caracteriza não só a função de servidor público, mas também de profissional liberal de acordo com sua capacitação técnica ou por força de lei.
10) Se eu não pagar a Contribuição Sindical, o que pode acontecer?
Resposta: A inadimplência com a contribuição sindical consistirá na suspensão do exercício da profissão, nos termos do Artigo 599 da CLT, sem prejuízo das penalidades financeiras e cobrança judicial. Caso o profissional liberal não esteja em dia com a contribuição sindical, o exercício da atividade profissional ficará comprometido pelo cancelamento do registro profissional para o exercício da profissão. Além disso, é do sindicato representante da categoria a competência para fazer a cobrança e dar a quitação da contribuição sindical, fazer as recobranças e procedimentos extrajudiciais e judiciais.
11) Nunca paguei a Contribuição Sindical. Como faço para recolher o que está em atraso?
Resposta: O profissional em atraso deverá buscar, perante a tesouraria do sindicato do seu Estado, o valor do débito da contribuição sindical acrescido dos demais encargos financeiros elencados no Art. 600 da CLT. É oportuno lembrar que, por se tratar de tributo, a contribuição sindical será devida e os inadimplentes ficam sujeitos à cobrança judicial retroativa aos últimos cinco anos.
12) Como posso fazer para ficar desobrigado ao pagamento da Contribuição Sindical?
Resposta: Dar baixa do registro no Conselho Profissional respectivo e apresentar a comprovação oficial à Confederação.
13) O profissional liberal pode ser assim considerado mesmo tendo vínculo empregatício, caracterizado com as anotações na carteira de trabalho?
Resposta: O profissional liberal exerce seu trabalho tanto de forma autônoma quanto com vínculo empregatício, pois o que o qualifica é o fato de ser possuidor de conhecimentos técnicos adquiridos em graduação ou por força de lei que o reconheça como detentor de tais direitos.
14) Trabalho para uma empresa privada e o RH solicita o recolhimento da contribuição sindical para o sindicato majoritário (da atividade preponderante da empresa). Para quem devo recolher a contribuição sindical: para o sindicato majoritário ou para o da minha categoria profissional?
Resposta: O art. 585 da CLT concedeu ao profissional liberal o direito de escolha no referente à destinação de sua contribuição sindical. Ele pode recolher a contribuição sindical até o dia 28/02, de cada ano, em guia própria, em favor do sindicato representativo de sua profissão (SOEPE). E, apresentá-la quitada a seu empregador, nos primeiros dias de março, para evitar o desconto de um dia de trabalho. Ou, então, a empresa onde trabalha, anualmente em março, descontará do salário, tendo por base um dia de trabalho e fará o recolhimento para o sindicato representativo da profissão liberal correspondente. Em razão de que, o sindicato é o único representante legal do profissional liberal e detém condições técnicas para especificar piso salarial para a categoria, bem como lutar pelos direitos inerentes à profissão.
15) Sou Profissional liberal e sócio de uma empresa. Pago a contribuição sindical como pessoa jurídica. Preciso pagar, também, como pessoa física?
Resposta: Uma coisa é a contribuição sindical devida pela empresa e outra é a contribuição devida pelo profissional liberal. A contribuição sindical obrigatória para a empresa é devida conforme previsto no Artigo 580, III, CLT, calculada com base no capital social da empresa, sendo destinada aos sindicatos da categoria patronal. Já a contribuição sindical do profissional liberal, pessoa física, é devida conforme Artigo 579, sendo destinada ao sindicato de sua categoria profissional.
16) Não estou exercendo minha profissão, assim posso deixar de pagar a contribuição sindical?
Resposta: Se você não estiver exercendo a profissão, mas estiver registrado no conselho de classe, ainda assim é necessário o pagamento da contribuição sindical, uma vez que, teoricamente, o registro no órgão de classe demonstra o exercício da atividade profissional. Agora, caso o trabalhador comprove não exercer a profissão em hipótese alguma, bem como não estar inscrito no conselho de classe, a contribuição sindical não será devida, já que o fato gerador da contribuição sindical é o exercício de atividade laboral.
17) Sou graduado em mais de uma profissão classificada como de profissionais liberais e as exerço de forma concomitante. A contribuição sindical será devida para qual sindicato?
Resposta: Em conformidade com o Artigo 579 da CLT, a contribuição sindical é devida por todos aqueles que participem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do Sindicato representativo da mesma categoria ou profissão. Assim, se você possui duas profissões, com registro em dois Conselhos, deverá pagar a contribuição duas vezes, uma para cada sindicato e, assim por diante, independendo de quantas titulações superiores detiver e quantas a exerça.
18) O idoso precisa pagar a Contribuição Sindical?
Resposta: O registro no conselho de classe é o que atesta o exercício da atividade profissional e constitui o fato gerador da contribuição sindical e, sendo idoso, mas estando registrado, deverá pagar o tributo. Porém, se for idoso mas não estiver no exercício da profissão e não registrado no conselho, não será devida a contribuição sindical.
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