sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

No período de Carnaval, há um aumento na incidência de doenças bucais.

Os profissionais de Odontologia devem ficar atentos para o aumento dos casos de doenças e infecções da cavidade bucal depois do Carnaval. A mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr, é uma das mais comuns, porque basta o contato direto da mucosa com a saliva contaminada para ocorrer a transmissão. Não é a toa que a mononucleose infecciosa é conhecida como a doença do beijo.
A doença do beijo é caracterizada por mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). Segundo a especialista, outras doenças importantes também podem ser transmitidas pelo beijo, como tuberculose e hepatite.
Outro problema freqüente após o Carnaval são as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) na cavidade bucal. Uma das DSTs de maior incidência após o Carnaval é o condiloma acuminado, conhecido como crista de galo, lesão na esfera genital causada pelo Papilomavirus Humano (HPV). Outras doenças facilmente transmitidas por via oral são a gonorréia e a sífilis.
O abuso de álcool e outras drogas também se reflete na boca. De acordo com a consultora, o efeito solubilizante do álcool aumenta a permeabilidade das células da mucosa aos agentes carcinogênicos. As drogas inalantes (lança-perfume, éter, clorofórmio) podem causar queimaduras na boca, sensibilidade dentinária e maior probabilidade de problema periodontal.  No caso da cocaína, a droga pode causar erosão nos colos cervicais dos dentes, maior formação de cálculo, ressecamento da mucosa bucal e descamação gengival.
Durante a preparação acadêmica, o cirurgião-dentista é capacitado para detectar estas e outras doenças na cavidade bucal, realizando um primeiro combate, prestando esclarecimentos e encaminhando o paciente ao profissional adequado em casos mais severos. Além dos cuidados antes e durante o Carnaval, é fundamental não descuidar da saúde bucal. A visita regular ao dentista pode ser decisiva para facilitar o diagnóstico precoce e elevar a eficácia do tratamento.

Fonte: isaude.net

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sábado, 23 de janeiro de 2016

É possível realizar tratamento ortodôntico em pacientes diabéticos?

O diabetes é causado pela falta ou ineficácia de insulina circulante, o hormônio que induz a absorção de glicose do sangue.
Os três tipos de diabetes são:
Tipo 1 (aproximadamente 5% dos casos): Diabetes do tipo 1 surge quando o sistema imunológico destrói as células pancreáticas que produzem insulina. Usualmente, levando à deficiência completa de insulina.
Tipo 2 (90-95%dos casos): O diabetes do tipo 2 aparece quando determinados tecidos ficam resistentes à insulina. Diabetes tipo 2, ocorrem graus variados de diminuição de secreção e resistência à insulina, sendo esse tipo o mais frequente e relacionado a fatores genéticos e ambientais
Gestacional: No diabetes gestacional, hormônios da gravidez bloqueiam a ação da insulina. Podendo ou não permanecer após o parto.

Por ser diabético a pessoa corre um risco maior de ter problemas com os dentes?
Se os níveis de glicose no sangue não forem bem controlados, o diabético tem maior chance de desenvolver doença gengival avançada e de perder dentes quando comparado a pessoas que não têm diabetes. Como todas as infecções, a doença gengival pode ser um fator que eleva o açúcar do sangue e pode tornar o controle do diabetes mais difícil.
Outros problemas bucais relacionados com diabetes são: candidíase (sapinho – uma infecção causada por um fungo que cresce na boca), boca seca que pode causar aftas, úlceras, infecções e cáries.

Devo contar a ele que tenho diabete?
As pessoas que têm diabetes necessitam de cuidados especiais.
Mantenha seu dentista informado sobre qualquer alteração em seu estado de saúde e sobre os medicamentos que estiver tomando. Exceto em caso de emergência, não se submeta a qualquer procedimento dentário se o açúcar no sangue não estiver bem controlado.

Existe uma ligação entre as doenças gengivais e diabetes?
Clinicamente, pessoas portadoras de diabetes são mais susceptíveis ao desenvolvimento de doenças, tais como cáries e doença periodontal, do que pessoas não acometidas por este mal. As pesquisas sugerem que há uma prevalência aumentada de doenças gengivais (gengivite e periodontite) dentre aqueles com diabetes, somando as doenças gengivais a uma lista de outras complicações associadas com diabetes, tais como doenças cardíacas, acidentes vasculares encefálicos isquêmicos (derrame cerebral) e doenças renais.

Além disso, Pacientes diabéticos são mais propensos a ter doença periodontal. A doença de gengiva pode também dificultar, para os diabéticos, o controle dos níveis de açúcar no sangue. Embora mais pesquisas sejam necessárias sobre a relação entre doença periodontal e diabetes, muito estudos já têm sugerido que a doença periodontal severa pode aumentar os níveis de açúcar no sangue, colocando diabéticos em risco e aumentado as complicações dessa doença. Diabetes não é apenas um fator de risco para a doença periodontal, a doença periodontal em si pode agravar a diabetes.
Algumas evidências sugerem que as bactérias que causam a doença periodontal podem entrar na corrente sanguínea, ativando citocinas (fatores prejudiciais do sistema imunológico), que, em seguida, destroem as células do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Outras pesquisas indicam que o tratamento da doença periodontal pode reduzir a necessidade de insulina e melhorar o controle do açúcar no sangue.

Como evitar problemas dentários associados ao diabetes?
Em primeiro lugar, o mais importante é controlar o nível de glicose no sangue.
Em seguida, cuide bem dos dentes e gengiva e faça exames minuciosos a cada seis meses. Manter, diariamente, uma boa higiene oral utilizando-se de uma boa escovação e fazendo uso de fio, ou fita, dental. Se necessário utilizar enxaguatórios bucais. Mesmo com a limpeza diária, fazer uma limpeza profissional pelo menos duas vezes ao ano.
O tratamento periodontal preventivo deveria ser enfatizado. Caso a doença periodontal se desenvolva, tratamento não cirúrgico e terapia com tetraciclina são recomendados. A tetraciclina age tanto como antibiótico como inibidor de perda óssea, promovendo dupla ação contra a doença periodontal. Procedimentos cirúrgicos devem ser evitados na medida do possível, pois pacientes diabéticos têm lenta cicatrização, a cirurgia pode requerer alteração dos medicamentos habituais, e porque o paciente pode ter dificuldade em manter uma dieta normal, que é essencial para evitar hipoglicemia
Para controlar as infecções por fungo, controle bem seu diabetes, procure não fumar e, se usar dentadura, remova-a e limpe-a diariamente.
O controle adequado da glicose do sangue também ajuda a evitar ou aliviar a boca seca causada pelo diabetes.

É possível realizar tratamento ortodôntico em pacientes diabéticos?
Há quase que unanimidade na literatura científica, onde estudos relataram não haver contraindicação ao tratamento ortodôntico em pacientes diabéticos desde que a doença estivesse controlada e apresentaram contraindica­ção ao tratamento em pacientes sem controle da doença.

Fonte:
– Portal Diabetes
– American Diabetes Association. Total Prevalence of Diabetes and Pre-Diabetes. Available at http://www.diabetes.org/diabetes-statistics/ prevalence.jsp. Accessed February 29, 2008.

– Colgate – PREV. NEWS

– Manifestações bucais em pacientes portadores de Diabetes Mellitus: uma revisão sistemática – Rev Odontol UNESP. 2013 May-June; 42(3): 211-220 – Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva, Faculdade de Odontologia, USP – Universidade de São Paulo, Bauru – SP, Brasil


Dr. Aníbal Ribeiro na TV Tribuna - Tema: Gengivite

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