sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Nova abordagem beneficia estudos sobre doença periodontal.

A descoberta de uma nova abordagem para as pesquisas genéticas envolvendo doenças periodontais rendeu a um grupo de cientistas liderado pelo professor Gustavo Pompermaier Garlet, da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, o “Prêmio de Impacto Clínico” outorgado pela Academia Americana de Periodontia (AAP). Por meio desta nova abordagem, o grupo descobriu cinco genes associados a uma maior suscetibilidade para a ocorrência da periondontite, e um gene que confere uma resistência maior para o desenvolvimento da doença.


A periodontite é caracterizada por uma inflamação na gengiva (gengivite). Esta inflamação pode evoluir e se tornar crônica, levando à destruição dos tecidos de suporte dos dentes (parte da gengiva, do ligamento periodontal – que liga o osso ao dente – e do osso alveolar). Esse quadro (periodontite) pode levar à mobilidade dentária e, em estágio avançado, ocasiona a perda total dos dentes, além de se mostrar associado a algumas alterações sistêmicas, como diabetes e problemas do sistema cardiovascular.

O professor Garlet explica que, algumas pessoas sem medidas de higiene bucal adequadas desenvolvem gengivite, mas a doença nunca evolui para o estágio mais grave, a periodontite. “Uma pessoa com higiene bucal adequada não terá a doença. Mas quando a higiene bucal é inadequada, a incidência e a severidade da periodontite podem ser variar sob influência da predisposição genética”, esclarece.

Garlet explica que outros cientistas já haviam tentado associar a doença com aspectos genéticos, mas os resultados eram sempre negativos ou inconsistentes. Isso acontecia porque as pesquisas sobre periodontite costumavam utilizar dois grandes grupos: pessoas com e sem a doença. Na comparação genética entre esses grupos, os resultados apontavam que os genes não tinham nenhuma ou pouca influência no desenvolvimento da doença, ou ainda não ofereciam base para se obter uma resposta precisa. Esses pesquisadores não levavam em conta a existência de pessoas com gengivite crônica que nunca desenvolviam periodontite e não associaram esse fato a um possível gene que representasse um fator protetor contra a doença.

Gengivite x periodontite


A abordagem inovadora do grupo liderado por Garlet consistiu em analisar três grupos: o primeiro era formado por pacientes com gengivite; no segundo, foram incluídas pessoas com periodontite. O terceiro grupo (controle) – assim como nos estudos realizados anteriormente por outros pesquisadores -, era formado por pessoas com e sem gengivite ou periodontite, e que, na verdade, representam uma mistura das duas populações representadas nos outros grupos. Cada grupo tinha cerca de 200 pessoas, totalizando aproximadamente 600 participantes, sendo todos do estado de São Paulo.

Os pesquisadores coletaram a saliva dos participantes, realizaram extração do DNA e analisaram o material pela técnica PCR Real Time, que descrimina quais são as variantes genéticas presentes em cada amostra.
A seleção dos participantes começou em Ribeirão Preto, em 2001, durante o mestrado do professor Garlet, junto a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Esta coleta teve continuidade durante o seu doutorado e pós-doutorado ainda na FMRP, e depois de sua contratação como docente junto à FOB. Finalmente, em um estágio de pós-doutorado na Universidade de Pittsburgh, o professor Garlet aprimorou seu conhecimento nos aspectos genéticos necessários para a conclusão do estudo, finalizado em 2010, na FOB.

“Com esta nova abordagem conseguimos identificar alguns genes como fatores de risco significantes para a proteção ou susceptibilidade à doença”, aponta Garlet. Segundo ele, do ponto de vista técnico, o avanço apresentado pelas pesquisas do grupo não é tão grande; mas a abordagem inovadora e a sua potencial aplicação a novos estudos na área sim.
Fonte: USP







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sábado, 8 de janeiro de 2011

Protocolos dos mini-implantes Ortodônticos

Os mini-implantes se estabeleceram como um importante método de ancoragem na rotina das clínicas ortodônticas. Eles podem ser utilizados em todas as técnicas e etapas do tratamento ortodôntico, são relativamente simples de serem instalados, embora para a obtenção de sucesso, seja necessário o uso de um protocolo bem definido:
1 – Escolha do Parafuso -  É preciso ter uma ideia do tamanho, do tipo de espirais e do diâmetro dos mini-implantes que serão utilizados. Esses parafusos produzidos a partir de liga de titânio grau V. Variando entre 1,2 a 2 mm de diâmetro com 6 a12mm de comprimento. Forma do parafuso mais utilizada é a cônica e o tipo de rosca é a auto perfurante, pois facilita a inserção dos pinos, através da mucosa inserida.

2 – Seleção do local de instalação – Para selecionar os sítios onde os mini-implantes poderão ser instalados, é importante conhecer a anatomia da região e saber se há espaço suficiente entre as raízes dos dentes. Esses são requisitos mínimos para o sucesso do procedimento. 


3 – Biomecânica - A sua indicação clínica é bastante ampla podendo ser usados como:

A - Auxiliares nos movimentos de retração anterior:

RETRAÇÃO ANTERIOR

QUANTIDADE DE MINIIMPLANTES

02 MINIIMPLANTES
LOCAL DE INSTALAÇÃO
1 - Entre os segundos pré-molares e os primeiros molares superiores;
2 - Entre os segundos pré-molares e os primeiros molares inferiores;
3 - Entre os primeiros e os segundos molares inferiores, preferencialmente.


FINALIDADE

Ancoragem direta para a distalização anterior, com diminuição de possíveis movimentos indesejáveis de mesialização da unidade de ancoragem








B - Mesialização e distalização dos molares:

MESIALIZAÇÃO DOS MOLARES INFERIOR

QUANTIDADE DE MIN-IIMPLANTES

01 MINI-IMPLANTE
LOCAL DE INSTALAÇÃO
 Preferencialmente, entre primeiro pré-molar inferior e canino inferior


FINALIDADE

Tracionamento para a mesial dos molares remanescentes para substituir o elemento perdido.


DISTALIAZAÇÃO DE DENTES POTERIORES
QUANTIDADE DE MINIIMPLANTES

2 microparafusos ortodônticos nos casos simétricos por vestibular.
1 microparafuso ortodôntico nos casos assimétricos por vestibular.

LOCAL DE INSTALAÇÃO
Entre os segundos pré-molares e os primeiros molares superiores.


FINALIDADE

Distalizar os dentes superiores para ganho de espaço ortodôntico.


C - Intrusão dos dentes anteriores:A posição ideal para a instalação dos mini-implantes com a finalidade de intruir incisivos depende da inclinação destes. Em casos com incisivos verticais ou retro-inclinados, como na Classe II, 2ª divisão de Angle, pode utilizar um único mini-implante na linha média próximo à espinha nasal anterior. Para a intrusão de incisivos inferiores, o mini-implante devia ser posicionado o mais baixo possível, entre os centrais. Nesta posição, a linha de força passará bem à frente do centro de resistência do conjunto, gerando um efeito de intrusão e proclinação das unidades dentárias superiores e inferiores. Caso não se queria a projeção destas unidades, seja no arco superior ou inferior, podiam-se utilizar dois miniimplantes, posicionando-os entre centrais e laterais ou entre laterais e caninos, fazendo com que a linha de ação da força passasse mais próxima do centro de resistência do conjunto formado pelos dentes que estavam sendo movimentados
4 – Complicações - Apesar do procedimento de instalação dos mini-implantes ser relativamente simples, existem riscos de complicações na sua utilização tais como: quebra do mini-implante durante a instalação ou remoção; perda da estabilidade durante o tratamento e ocorrências como lesões dos tecidos moles.
A - Fratura do parafuso: A fratura ocorre, normalmente, durante a cirurgia de instalação. A remoção da parte remanescente é necessária, se a região fosse alvo de movimentação ortodôntica.

B - Mucosite: Inflamação do tecido mole ao redor do parafuso ocorre, normalmente, quando o mini-implante era inserido em mucosa alveolar. A instalação do mini-implante em gengiva queratinizada, juntamente, com uma correta higienização reduz o risco de ocorrer mucosite.

C - Perda da estabilidade: O acúmulo de biofilme, sobre a cabeça do mini-implante, é principal fator casual das perdas e estava relacionada à má higienização.

D - Lesão de tecido mole: Lesões de tecido mole semelhante a aftas surgem durante o tratamento com ancoragem absoluta em decorrência do contato da cabeça dos mini-implantes com a mucosa e/ou com a língua.

5 – Remoção - Diversos autores relataram que a osseointegração completa não ocorre entre o mini-implante e o osso. Devido ao tipo de tratamento realizado na superfície de titânio do parafuso de mini-implante, facilitando assim, a sua remoção. No método aberto, o clínico pode encaixar a chave na cabeça do mini-implante e girá-lo na direção oposta, sob anestesia local. Devia-se ter o cuidado com a resistência inicial para não fraturar o dispositivo. Quando a cabeça do mini-implante ficava recoberta pela mucosa: fazer antes uma pequena incisão para expor a cabeça do parafuso. Sendo desnecessária também a realização de procedimentos de sutura ou cuidados especiais, já que os leitos deixados pelos mini-implantes apresentam cicatrização completa em pequeno espaço de tempo, devido às suas dimensões reduzidas.

6 – Conclusão: Um planejamento bem detalhado e específico para cada paciente é fundamental para obter sucesso na utilização dos mini-implantes.
Quanto ao local de instalação: Os autores afirmam que é possível instalar os mini-implantes na maxila e na mandíbula. Entre os espaços radiculares e áreas edêntulas. A fixação preferida é a faixa de gengiva inserida tanto na mandíbula com na maxila.
As complicações mais comuns são fratura do mini-implante, mucosite, lesão de tecido mole e perda de estabilidade que estava relacionada a escolha errada do diâmetro do mini-implante, trauma durante a técnica cirúrgica e qualidade e densidade óssea.

REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS
ARAÚJO, T. M. et. al. Ancoragem esquelética em Ortodontia com miniimplantes Rev. Dental Press. Ortodon Ortop Facial v.11, n.4, p. 126-156, 2006.

ARAÚJO, T. M. et.al. Intrusão dentária utilizando mini-implantes Rer. Dental Press. Ortodon Ortop Facial v. 13, n. 5, p. 36-48, 2008.

BAE, S. M. et.al. The Course Manual for Micro-implant Anchorage Orthodontics, Department of Orthodontics, School of Dentistry, Daegu, KOKREA, 2nd. 2003

LABOISSIÈRE, M. et. al. Ancoragem absoluta utilizando microparafusos ortodônticos. Protocolo para aplicação clínica (Trilogia - Parte II). Implants News v. 2, n1. p.37-46, 2005.

MARASSI, C. Pergunte a um Expert – Carlo Marassi responde (parte I). Rev. Clin. Ortodon. Dental Press. v. 5, n4. P.13-25. 2006.

MARASSI, C. Pergunte a um Expert - Carlo Marassi responde (parte II). Rev. Clin. Ortodon. Dental Press. v.5, n.5, p.14-26, 2006.

VILLELA, H. M. et.al. Microparafusos ortodônticos de titânio autoperfurantes: mudando os paradigmas da ancoragem esquelética na Ortodontia Implants News, n. 3, n. 4, p. 369 – 375, 2006.


Fonte: Dr. Leonardo Augusto
http://www.odontosites.com.br/odonto/default2.asp?s=artigos2.asp&id=159&titulo=Guidelines_Os_protocolos_dos_mini_implantes_Ortodonticos

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domingo, 2 de janeiro de 2011

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Dr. Aníbal Ribeiro na TV Tribuna - Tema: Gengivite

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