Quando
os dentinhos de leite de seu filho começam
a aparecer e a cair; a higiene da boquinha desde
cedo e outros cuidados para evitar problemas.
Um sorriso lindo
Um
belo dia, naquele sorriso tão
familiar, surge uma novidade: nasceu
o primeiro dentinho do bebê! O
evento é logo comunicado aos
avós, tios,amigos,e é
mais uma pequena festa para a família.
Essa festa começou a ser preparada
bem antes - você sabia que os
germes dos dentes já surgem nas
primeiras semanas de gestação?
|
|
|
Amamentar
é preciso
O
leite materno é o alimento ideal
para o recém-nascido; e o seio
da mãe, a forma perfeita para o
bebê ter uma boa dentição.
Os movimentos e a força de sucção
que o bebê faz ao mamar no peito
fortalecem os músculos faciais.
|
É
com essa "musculação"
que seu filho, além de ganhar aquelas
bochechas irresistíveis, vai desenvolver
e posicionar corretamente o osso da mandíbula
na face.
Todo bebê, ao nascer, tem a mandíbula
bem pequena e voltada
para trás. Para poder sugar o leite
da mãe, ele terá de posicionar
a língua e a boquinha de tal forma
que, aos poucos, a mandíbula chegará
à posição correta.
É por isso que amamentar o bebê
no seio durante os primeiros 6 meses de
vida ajuda a garantir, mais tarde, uma
boa mordedura, a mastigação
e a deglutição corretas
dos alimentos.
Isso não significa que a impossibilidade
de amamentar no seio prejudique necessariamente
a futura arcada dentária de seu
filho. Mas são precisos alguns
cuidados básicos para a mamadeira
não atrapalhar o bom desenvolvimento
da dentição da criança.
|
Boa
de bico
Com formato e tamanho diferentes do seio
materno, a mamadeira exige vários
movimentos de sucção do
bebê. Se repetidos por muito tempo,
esses movimentos podem, de fato, comprometer
diversas funções orais da
criança (como a mastigação
ou a fala). Os bicos anatômicos
são uma forma de diminuir as diferenças
de sucção e, portanto, problemas
futuros.
O tamanho do furo por onde sai o leite
também é crucial.
Evite cair na tentação de
aumentar o furo do bico para deixar o
bebê mamar mais fácil e rapidamente;
fazer uma certa força ao sugar
é fundamental para tonificar os
músculos da face e desenvolver
a mandíbula.
|
|
|
Dentinho
à vista
Em geral, o primeiro dentinho só
vai nascer quando o seu bebê estiver
com cerca de 6 meses, mas essa história
começa bem antes - ainda no útero.
|
Na
nona semana de gestação, já
surgem os germens dos dentes; no quinto mês
da gravidez, começa a se desenvolver
o esmalte. Há uma crença segundo
a qual a azia da grávida é sinal
de que os futuros dentes estão se formando.
A relação é a apenas temporal:
como a partir do quinto mês aumenta a
pressão do útero sobre os órgãos
do aparelho digestivo, pode ocorrer azia, mas
isso não tem nada a ver com os dentinhos
que estão, nessa mesma época,
em fase de formação.
Alimentação
caprichada
Estudos indicam que é também nessa
fase da gravidez que o feto começa a
formar o paladar. Mais um motivo para a gestante
caprichar numa alimentação equilibrada,
rica e variada. Além de garantir os nutrientes
necessários ao desenvolvimento geral
do bebê (dentinhos incluídos),
talvez já seja possível apresentar
os sabores de diversos alimentos ao repertório
gustativo da criança. Especulações
à parte, o fundamental é garantir
todos os nutrientes durante os nove meses da
gestação e, no acompanhamento
pré- natal, avaliar com o médico
se há necessidade de alguma suplementação
de vitaminas ou sais minerais.
Turminha
de leite
Voltando à parte mais comemorada dessa
história, aquela do aparecimento do primeiro
dentinho: nem sempre isso acontece em torno
do sexto mês, que é apenas uma
data padrão. Variações
individuais podem adiantar ou atrasar essa data,
sem prejuízo ou vantagem para a criança.O
importante é que, até os 3 anos,
ela esteja com a primeira dentição
completa:
20 pequenos dentinhos de coloração
leitosa, 10 no arco dentário superior
e outros 10 no arco inferior.
Assim como a data do primeiro dente, a seqüência
dos outros varia, mas em geral segue uma ordem:
os da frente vêm antes do que os detrás,
os de baixo nascem primeiro do que seus correspondentes
de cima.
Quando
eles costumam aparecer
|
6
meses:
|
incisivos
centrais inferiores
|
7
meses:
|
incisivos
laterais inferiores
|
7
meses e meio:
|
incisivos
centrais superiores
|
9
meses:
|
incisivos laterais superiores
|
12
meses:
|
primeiros
molares inferiores
|
1
ano e 2 meses:
|
primeiros
molares superiores
|
1
ano e 4 meses:
|
caninos
inferiores
|
1
ano e meio:
|
caninos
superiores
|
1
ano e 8 meses:
|
segundos
molares inferiores
|
2
anos:
|
segundos
molares superiores
|
|
De
mãe para filho
Do
mesmo modo que a mãe transfere
nutrietes ao feto e depois fatores imunológicos
ao bebê na amamentação,
bactérias do corpo materno também
são transmitidas ao filho. É
o que pode ocorrer com as bactérias
causadoras da cárie. Por isso é
importante não descuidar da saúde
da boca durante a gestação.
|
Quanto
mais cáries a grávida tiver, mais
propenso o bebê ficará a desenvolvê-las.
Os cuidados, é claro, devem continuar
após o nascimento e por toda a vida -
bons hábitos como os de higiene bucal,
também são "transmissíveis".
Uma precaução especial deve ser
tomada quando o bebê começa a comer
papinhas e outros alimentos além do leite.
Muita gente não se dá conta, mas
o ato inocente de provar a comida do bebê
na mesma colher que ele utilizará pode
passar bactérias da boca do adulto para
o bebê, que ainda não produziu
anticorpos para combatê-las. Ou seja,
a possibilidade de ele desenvolver cáries
é bem maior.
Ai que coceira!
O
nascimento dos primeiros dentes é acompanhado
por muita expectativa e dúvidas. Veja
as mais comuns e curta esse momento com tranqüilidade.
É normal
o bebê ficar irritado quando o dentinho
está para nascer?
Sim, porque a pressão do dente para sair
da gengiva causa coceira e desconforto.
A erupção
do dente causa dor ou sangramento?
Não. Apesar da coceirinha desconfortável,
o bebê não sente dor e a gengiva
não sangra.
A gengiva muda
de aspecto quando o dente vai nascer?
Podem surgir pontos roxos (hematomas). Isso
é mais comum na região dos molares.
Por que o bebê
saliva mais na época de nascerem os dentes?
O aumento da salivação pode estar
relacionado à coceira, que faz o bebê
mexer mais a boca, morder objetos, etc. Mas
pode ser apenas sinal da maturação
das glândulas salivares, que costuma ocorrer
na mesma época dos primeiros dentes.
O nascimento do
dente pode causar febre?
É até possível ocorrer
um discreto aumento da temperatura por causa
do rompimento da gengiva, mas é uma febre
baixa e passageira. Se persistir, procure o
pediatra.
E diarréia?
Muitas mães relatam episódios
de diarréia na época do nascimento
dos dentes. Como nessa fase o bebê está
sempre colocando a mão e objetos na boca,
pode ser contaminado pela sujeira. Além
disso, a época dos primeiros dentes costuma
coincidir com a introdução de
novos alimentos; na transição
do leite materno para as papinhas podem ocorrer
diarréias eventuais, que logo passam.
Alívio
imediato O
melhor amigo do bebê na hora em
que o dente está para nascer é
um mordedor. Ele tem a forma ideal para
massagear as gengivas sem machucar, aliviando
a coceira. São feitos com materiais
esterelizáveis e muitos deles têm
dentro um gel que os mantêm geladinhos
(é só deixar o mordedor
por um tempo na geladeira).
Aí, é melhor ainda: o frio
dá uma anestesiada nas gengivas
e bom alívio. Por isso é
bom oferecer bebidas geladas quando o
bebê está sentindo muita
coceira. Alimentos frios e mais durinhos
também ajudam a massagear as gengivas.
Além disso, há pomadas e
soluções com substâncias
analgésicas, como a xilocaína,
que diminuem o desconforto do bebê.
Pergunte ao pediatra ou ao dentista se
esses produtos podem ser usados no seu
filho.
|
|
Aviso
ao navegante
Dente de leite não
é para sempre, mas, se não
for cuidado com muito carinho, pode criar
problemas para a vida toda.
Veja aqui dez
motivos para tratar os
dentes de leite com todo o respeito.
|
1-
Eles são fundamentais para a criança
adquirir as funções de mastigação.
2-
Os dentes de leite ajudam o desenvolvimento
da parte óssea da face.
3-
A primeira dentição contribui
para a formação de uma arcada
harmônica.
4-
Os primeiros dentes têm um papel muito
importante no desenvolvimento da fala.
5-
Quando perde o dente de leite antes da hora,
a criança pode ter dificuldade para articular
certos fonemas.
6-
A manutenção do espaço
para o permanente é garantida pelo dente
de leite.
7-
O dente de leite orienta a erupção
do permanente, para que este não nasça
torto ou inclinado.
8-
Infecções na primeira dentição
podem afetar o germe do dente permanente.
9-
A falta precoce e prolongada de um dente de
leite pode causar falhas estéticas, com
conseqüências psicológicas
para a criança.
10-
A perda precoce dos dentes de leite propicia
a instalação de mal-oclusões
na dentição permanente.
Mamada
noturna Quanto
mais cedo a mãe conseguir eliminar
a mamada do meio da noite, melhor para
os dentes de leite. É que ela
é um prato cheio para as bactérias
causadoras da cárie.
A dificuldade de fazer a higiene correta
dos dentes do bebê faz com que
uma maior quantidade de lactose (o açúcar
do leite) fique por mais tempo fermentando
na boca, produzindo um meio propício
à proliferação
das cáries. Além disso,
a produção de saliva (que
é um protetor natural contra
as cáries) diminui durante a
noite, facilitando a ação
das bactérias.
|
Vamos mastigar
Para
seu filho crescer com dentes saudáveis,
mastigar é preciso. Por isso, depois
que o bebê sai da fase de sucção
(a partir dos 6 meses), é importante
dar a ele, aos poucos, sopas menos líquidas.
Da papinha aos pedaços de frutas mais
moles e legumes cozidos, depois pedacinhos de
frutas e legumes mais resistentes, até
o bifinho -com 3 anos, eles já têm
de estar comendo de tudo. Alimentos que exigem
mais mastigação ajudam a desenvolver
os maxilares, massageiam as gengivas (um alívio
quando um novo dente está para nascer)
e colaboram para o posicionamento correto dos
dentes. Promovem ainda uma autolimpeza da boca,
ao remover resíduos de alimentos aderidos
aos dentes. Na fase da dentição
mista,quando os dentes de leite começam
a ser trocados, esses alimentos são fundamentais
para o processo de reabsorção
da raiz dos dentes de leite e para estimular
a erupção dos permanentes.
Refrigerantes:
atenção redobrada
Os refrigerantes, além de serem
supercariogênicos, representam um
perigo a mais para a saúde do dente:
muitas dessas bebidas contêm substâncias
ácidas que, com o tempo, desgastam
e corroem o esmalte dos dentes. O melhor
é não criar o hábito
de tomar refrigerantes, não oferecendo
a bebida na mamadeira aos bebês
e, para os mais crescidos, restringindo
seu consumo a festas e ocasiões
especiais.
|
Cuidado
com os doces Balas, chocolates,
pirulitos, gomas de mascar estão
no topo da lista dos alimentos que mais
provocam cáries. Só que
também costumam ser os campeões
na preferência infantil. Não
é o caso de abolir totalmente essas
guloseimas, mas é muito importante
controlar o consumo de modo a causar o
menor dano possível aos dentes.
No capítulo doces, o perigo está
ligado à freqüência
e à consistência. Quanto
à freqüência, é
pior comer doces várias vezes ao
dia do que uma só vez. Em relação
à consistência, quanto mais
"grudento" o doce, pior o tempo
que fica aderido ao dente aumenta a chance
de cáries. Assim, balas moles são
piores do que balas duras.
|
Higiene permanente
Bons
hábitos de higiene bucal vêm do
berço. Essa não é apenas
mais uma frase de efeito; quer dizer que, além
do bom exemplo que os pais devem dar, precisam
começar a cuidar da limpeza da boca do
bebê desde cedo, na fase em que ainda
dorme no berço.
Até os 6, 7 meses, a limpeza costuma
ser realizada com uma gaze ou uma dedeira molhada
em água filtrada. Alguns dentistas aconselham
limpar as gengivas do bebê após
cada mamada, mesmo quando ele ainda não
tem dentes.
Há outra corrente que descarta a necessidade
de limpar as gengivas antes do primeiro dente,
com o argumento de que as bactérias causadoras
da cárie não temcomo se desenvolver
antes de surgir uma superfície dura (o
dente) onde possam se fixar.
Mas,
assim que aparecer o primeiro dente, não
bobeie: escovinha nele. Sim, é possível
usar escova dental desde o início. Existe
um modelo apropriado para cada fase. Nesse período,
os dentistas recomendam umedecer as cerdas da
escova em água filtrada na hora da limpeza.
Para fazer a escovação, coloque
o bebê no colo, de costas para você,
com a cabeça apoiada no seu corpo. Escove
os dentinhos com delicadeza, fazendo movimentos
circulares ou de vai-e-vem. No início,
não se preocupe muito com a técnica
dos movimentos, até você e o bebê
estarem acostumados com a novidade. Com o tempo,
a escovação fica um pouco mais
sofisticada: por exemplo, na parte interna dos
dentes a escova desliza I de cima para baixo,
e sobre, a superfície mastigatória
são feitos movimentos de vai-e-vem. Mas
o mais importante é escovar todas as
faces de cada dente. A língua também
precisa ser escovada porque é uma superfície
onde as bactérias aderem com certa facilidade.
O procedimento deve ser repetido após
cada refeição.
Controle
de qualidade
Até
os 7 anos de idade, a escovação
dos dentes deve ser feita, ou complementada,
por um adulto porque a criança ainda
não tem controle motor suficiente para
escovar os dentes de forma eficaz.
O mais provável é que, bem antes
dessa idade, a criança peça para
escovar os dentes sozinha. O desejo deve ser
atendido, porque é uma forma de estimular
o hábito da escovação,
mas fique combinado que a mãe ou o pai
sempre dá a escovada final.
Do início da fase escolar até
a puberdade, o esperado é que a criança
escove os dentes sozinha e tenha incorporado
o costume de fazê-lo após as refeições.
Mas ainda é função dos
pais supervisionar e exercer um "controle
de qualidade" na escovação.Se
não podem acompanhar todas as escovações
do dia, os pais devem se concentrar na noturna,
que é a mais importante durante o sono,
diminui a salivação e a resistência
às bactérias da cárie.
A escovinha ideal
A
primeira escova do bebê precisa ter cerdas
extramacias, para não machucar as gengivas.
A cabeça tem de ser pequena, assim alcança
os dentinhos do fundo sem causar desconforto,
mas o cabo deve ser longo, para que o adulto
que está fazendo a escovação
consiga limpar todos os dentes da criança.
Os dentistas recomendam a substituição
da escova a cada dois ou três meses porque
as cerdas se deformam, dificultando uma escovação
eficaz. Após esse período, também
é mais difícil eliminar todos
os resíduos que ficam acumulados entre
as cerdas.
Crie
um bom escovador
Se
os pais têm bons hábitos de higiene
bucal, a criança vai adquirir o gosto
pela coisa mais facilmente. Além disso,
o hábito pode ser estimulado se a hora
da escovação for um momento divertido
e de descontração. Uma forma de
fazer isso é contar uma boa história
em que os personagens principais são
a escova, a pasta e os dentes. Os vilões,
é claro, são as cáries.
A escova pode ser a arma superpoderosa, a única
capaz de encontrar os bichinhos invisíveis
que se esconderam na caverna do herói
(a boca de seu filho).
A mãe ou o pai que supervisiona a escovação
pode, com um olhar de raios X, ver se a escova
pegou ou não cada bichinho e, com a narração
dos acontecimentos, orientar a criança
para a maneira correta de escovar.
O importante é que a criança associe
o escovar os dentes com algo bom. a pior é
fazer da hora da escova um momento de brigas
e ameaças, que a criança vai relacionar
com uma obrigação chata e até
utilizar para fazer birras e chantagens.
A primeira pasta
Nos
primeíros anos devida, o creme dental
utilizado não pode ter flúor.
Como ainda não sabe cuspir nem bochechar,
a criança acaba engolindo a pasta e ingerindo
mais flúor do que o recomendado - em
excesso,essa substância causa fluorese,
distúrbio que afeta o esmalte e produz
manchas nos dentes. Se você não
encontrar pasta sem flúor, não
se preocupe: apenas a escova, utilizada da forma
correta, já é o suficiente para
prevenir a ação das bactérias
causadoras da cárie.
Quando a criança aprende a cuspir (o
que ocorre entre 2 e 3 anos), já pode
usar creme com flúor; em pequena quantidade:
coloque na escova o equivalente a um grão
de ervilha de creme dental. É recomendável
um com menor concentração de flúor
na fórmula - em geral, os produtos destinados
ao público infantil têm essa característica.

Dedo e chupeta |
O que o hábito pode causar
Deixar a arcada muito estreita ou muito
aberta.
Favorecer a mordida cruzada.
Empurrar os incisivos superiores para
frente.
Prejudicar
o formato do palato (céu da boca). |
Na
fase dos dentes de leite, uma das preocupações
dos odontopediatras e dos pais é o hábito
de usar chupeta ou chupar o dedo. Esses hábitos
correspondem a um instinto natural dos bebês,
o da sucção, e, principalmente
para os que não mamam no peito, são
uma espécie de mal necessário
- o bebê precisa mesmo sugar e não
se deve privá-lo disso.
Porém, os movimentos de sucção
realizados para chupar o dedo ou a chupeta estão
longe de ser os ideais para a dentição
do bebê. Diferentemente dos movimentos
para sugar o peito, não favorecem de
forma correta o desenvolvimento da musculatura
e dos ossos faciais, prejudicando assim a deglutição,
a mastigação e a fala. A freqüência,
a intensidade e a duração desses
hábitos podem determinar problemas ortodônticos
nos dentes permanentes. É mais fácil
controlar esses três fatores (freqüência,
intensidade e duração) com a chupeta
do que com o dedo.
A primeira pode ser retirada em momentos estratégicos
(assim que o bebê adormece, por exemplo)
e o dedo está, literalmente,"sempre
à mão".
É mais fácil, também, tirar
a chupeta na época necessária
- sendo o ideal até os 2 anos, segundo
os dentistas.
Mas eles também acreditam que, se o hábito
for removido até os 3 ou 4 anos, eventuais
problemas ortodônticos podem ser revertidos.
Como
minimizar esses efeitos
*
Use chupetas ortondônticas.
* Não ofereça a chupeta
a todo momento nem ao menor sinal de
choro do bebê.
* Não deixe a chupeta pendurada
na roupa ou em correntinhas, sempre
à disposição.
* Assim que a criança adormecer,
retire a chupeta.
* Se o bebê chupa o dedo, tente
substituir pela chupeta ortodôntica.
* Quando a criança estiver com
o dedo na boca, atraia sua atenção
para atividades que ocupem as mãozinhas.
|
Caiu, bateu
Levar
um tombo e bater o dente é bem comum
na vida das crianças. Veja o que fazer
nestes casos.
O dente só
saiu do lugar, mas não caiu
Lave bem as mãos e empurre delicadamente
o dentinho, colocando-o de volta no lugar. Se
isso for feito na hora, não vai doer.
O dente caiu
Os dentistas recomendam que os pais façam
assepsia das mãos, segurem o dente pela
coroa, sem tocar na raiz, retirem resíduos
lavando delicadamente, sem esfregar, e tentem
recolocá-lo na mesma hora no local. Se
isso não for possível, coloque
o dentinho em um recipiente com leite, soro
fisiológico, água-de-coco ou água
filtrada e vá para o dentista. Mas atenção:
se o dente for de leite, muitos especialistas
são contra a tentativa de reimplante
porque as chances de sucesso são pequenas
e há risco lesar o germe do dente permanente.
Não foi
possível recolocar o dente no lugar
Após uma avaliação, o dentista
pode colocar um dente postiço para manter
o espaço do dente que caiu e por razões
estéticas.
O dente batido
não caiu, mas a gengiva sangrou
Procure o dentista rapidamente. Nos primeiros
15 dias após o trauma, não dê
alimentos duros à criança.
Observe
se, após três meses, não
surge uma fístula (bolinha branca com
pus) em cima do dente que bateu.
Quebrou um pedacinho do dente.
Guarde o pedacinho quebrado em leite, soro fisiológico,
água-de-coco ou filtrada e leve ao dentista
para uma possível restauração.
O dente batido
entrou na gengiva
Se o dente não entrou totalmente na gengiva,
lave muito bem as mãos e tente puxar
o dentinho para fora novamente. Se houve intrusão
total, procure imediatamente o dentista para
uma avaliação do problema.
No dentista
As
visitas obrigatórias e regulares ao dentista
começam por volta dos 2 ou 3 anos de
idade,quando a criança já completou
a dentição de leite. Mas, atualmente,
recomenda-se que a primeira consulta seja feita
mais precocemente: quando o bebê está
com cerca de 6 meses, época em que surgem
os primeiros dentinhos.
O que pode ser feito nessa primeira visita?
Basicamente, é uma consulta de orientação
aos pais. O odontopediatra vai avaliar os hábitos
de alimentação e higiene bucal
do bebê e, se necessário, sugerir
mudanças ou demonstrar na prática
o que e como os pais devem fazer para cuidar
dos dentes dele. Mas não é só
isso. Nessa fase, é possível fazer
o diagnóstico de desalinhamento dos dentes,
prevenindo problemas. Também é
melhor que o bebê já tenha tido
contato com o dentista numa situação
tranqüila se, por acaso, for preciso uma
consulta de emergência, como no caso de
uma fratura no dente.
Na consulta quando a criança já
tem mais de 2 anos, os procedimentos e aparelhos
utilizados pelo odontopediatra são praticamente
os mesmos que se usam em pacientes adultos.
A diferença é que esse profissional
está preparado para lidar com os medos,
ansiedades ou mesmo birras dos pequenos pacientes.
O consultório também é
equipado" com brinquedos e decorado de
forma lúdica, para deixar a criança
mais à vontade e envolvê-la
na aquisição de bons hábitos
ou nos tratamentos.
A freqüência das consultas é
dada pela avaliação que o dentista
faz de cada caso. A regra é manter consultas
de rotina a cada seis meses.
Mas, se a criança tem uma dieta que favorece
o aparecimento de cáries, não
conseguiu abandonar a mamadeira noturna ou ainda
apresenta manchas esbranquiçadas nos
dentes - que podem ser sinal de cárie
ou de excesso de flúor, o dentista pode
pedir consultas mais assíduas, a cada
três meses, por exemplo.
Tá mole!
A
partir dos 6 anos, grandes mudanças vão
ocorrer na boca da criança, com a substituição
dos dentes de leite pelos permanentes. A primeira
pode até passar despercebida: é
o nascimento do primeiro molar permanente. Como
esse dente não substitui nenhum de leite,
nasce atrás do décimo dentinho
(o segundo molar), lá no fundo da boca,
é pouco visível e, às vezes,
difícil de escovar. Mas é preciso
atenção na higiene, porque o primeiro
molar permanente é determinante para
posicionar os outros dentes na arcada.
Com o aparecimento do primeiro molar, começa
a troca de dentes: caem os de leite e, num intervalo
de seis meses, mais ou menos, surgem os seus
correspondentes permanentes. A seqüência
e a idade em que ocorre a erupção
de cada dente permanente podem variar (como
nos dentes de leite), mas em geral seguem a
ordem abaixo.
Os
últimos dentes a nascer são os
do siso (terceiros molares), que só vão
surgir lá pelos 18 anos, completando
assim a dentição permanente:
16
dentes no arco inferior e 16 no superior.
Fase mista
Na fase de dentição mista, é
preciso checar se o alinhamento dos dentes está
ocorrendo de forma harmônica e se há
boa oclusão. Se houver problemas, quanto
mais cedo for iniciado o tratamento ortodôntico,
melhores serão os resultados e menor
a probabilidade de o tratamento exigir a extração
de algum dente.